O desemprego, a inflação em alta e a menor confiança levaram mais brasileiros para a lista de inadimplência este ano. A avaliação é da economista do SPC Brasil Marcela Kawauti. O SPC Brasil e a CNDL informaram que mais 2 milhões de brasileiros entraram para a lista de inadimplentes, entre dezembro de 2014 e maio deste ano. A alta nos cinco meses do ano chegou a 4,63%. A estimativa é que ao final de maio, havia cerca de 56,5 milhões de brasileiros com o CPF negativado no Brasil. Em maio, comparado com o mesmo mês do ano passado, o crescimento ficou em 4,79%. Esse crescimento é o maior desde agosto do ano passado. "Temos uma inadimplência que avança e isso traz preocupações para nosso setor do varejo. Um cliente inadimplente está fora do universo de compras", acrescentou o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Com a alta dos preços, a Marcela destaca que o "cobertor está mais curto". "A alta da inadimplência de maio é focada nas dívidas entre 90 e 180 dias [de atraso]. Bem naquele período que os brasileiros gastam mais: Natal, imposto, matrículas escolares. O brasileiro está ficando cada vez mais inadimplente", disse. De acordo com o SPC Brasil, os brasileiros estão com dificuldades para fazer o pagamento até mesmo de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi causado por atrasos com empresas concessionárias de água e luz, aumento de 13,31%, na comparação anual. Em segundo lugar, estão as dívidas com telefonia, internet e TV por assinatura, com crescimento de 12,02%. A alta nos bancos, com dívidas no cartão de crédito, empréstimos e seguros ficou em 10,1%. Os bancos são os principais credores, respondendo por 48,56% do total de dívidas em atraso. Já no comércio, houve queda de 0,29% na inadimplência em maio, comparado com o mesmo mês de 2014. Segundo Pinheiro, o comércio oferece formas de pagamento mais seguras, como cartão de crédito (recebimento garantido ao lojista), à vista e carnês. (Valor Econômico – 11.06.2015)
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