A conta de luz dos consumidores do Amazonas deveria ter subido desde 1.º de maio, com a implantação do sistema de bandeiras tarifárias, mas a distribuidora de energia local não está fazendo a cobrança. O 'Broadcast', serviço de informações em tempo real da 'Agência Estado', apurou que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, é contra o aumento no Estado, que é sua base eleitoral, e proibiu a empresa de fazer a cobrança. De acordo com essas fontes, Braga não quer passar para a história como o ministro que fez a conta de luz do Estado disparar. Procurado, o MME disse que a informação de que Braga vetou a cobrança "não tem procedência". O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em todo o País em 1.º de janeiro deste ano, exceto no Amazonas, Amapá e Roraima, que não estavam conectados ao SIN. Em maio, porém, a Aneel atestou a conclusão das obras de interligação de Manaus ao sistema, o que automaticamente obrigaria a empresa a iniciar a cobrança. A Amazonas Energia alega à Aneel que grandes áreas do Estado continuam a ser abastecidas por usinas térmicas do Sistema Isolado. Porém, para a agência reguladora, uma vez que Manaus foi conectada, a distribuidora passou a pertencer ao SIN. Como a tarifa de energia é uma só em cada área de cobertura, todos os consumidores do Amazonas já deveriam pagar pelas bandeiras, independente da região onde moram. Isso já acontece nos Estados do Acre e Rondônia, que possuem áreas abastecidas por usinas do Sistema Isolado, mas, ainda assim, todos os consumidores pagam as bandeiras. (O Estado de São Paulo – 13.06.2015)
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