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17/06/2015
Para manter concessão, CEEE estuda vender sede

Com prejuízos acumulados de R$ 1,38 bi nos últimos cinco anos e considerada pela Aneel como a quarta grande distribuidora com a pior qualidade no serviço que presta, a CEEE-D vai recorrer à venda de ativos e à redução de despesas como pessoal para tentar manter a concessão. O direito da estatal de fornecer energia no Estado, que está para ser renovada no próximo mês, terá a continuidade atrelada à redução drástica no número de cortes no fornecimento de energia para clientes e no tempo em que os usuários ficam sem luz, aliado à melhora da capacidade financeira da companhia. Entre os ativos à venda, admite o presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, estão imóveis como a área considerada nobre da sede administrativa do grupo, no bairro Jardim Carvalho, na Capital, e hortos florestais da empresa. “Esses recursos, aliados à redução drástica de despesas operacionais, permitiriam melhorar o desempenho. São 4,3 mil funcionários, 2,7 mil da CEEE-D e 1,3 mil na CEEE-GT. Na minha análise, pode sim, enxugar a D e a GT. Muitas vezes, a GT acaba socorrendo a D, mas aí se corre dois riscos: não salvar a D e ainda comprometer a GT” pondera Pinheiro Machado. Desde o início do ano, o governo federal vem alertando que as distribuidoras, após assinarem a renovação, terão cinco anos para cumprir as exigências de eficiência, com metas anuais a serem atingidas. Mas se não conseguirem por dois anos consecutivos, o direito também será perdido. Para avançar na qualidade do serviço, a CEEE necessitaria dar um salto em gestão, cortar o fundo despesas e ainda obter dinheiro para investir na melhoria do serviço, diz Daniel Bermudez, analista do setor de energia da gestora de recursos Quantitas. “O desafio é muito grande. O problema é que a CEEE tem ebitda negativo. A venda de ativos é apontada como uma saída, mas a lista mencionada até agora seria insuficiente para fazer frente à necessidade de investimentos” entende Bermudez. Para o ex-presidente da CEEE Sergio Dias, que comandou a estatal entre 2011 e 2013, o fundamental é arranjar dinheiro para melhorar a rede de distribuição. Tanto pelo que representaria na qualidade do serviço quanto pelo impacto que o avanço teria no cálculo da tarifa apurada pela Aneel, com reflexo posterior na receita. “Só não sou a favor da venda de ativos de geração e transmissão” pontua Dias. (Zero Hora – 15.06.2015) 

 

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