Notícias do setor
17/06/2015
Eletrobras busca meios para financiar plano estratégico

A Eletrobras trabalha em duas frentes para garantir as condições de financiamento do seu plano estratégico de longo prazo, até 2030. A primeira é recuperar o grau de investimento pela classificadora de risco Moody's, perdido recentemente. A outra é o reconhecimento de cerca de R$ 26 bi a título de indenizações por renovação de concessões de geração e transmissão pela Medida Provisória 579/2012, pleiteadas à Aneel. O orçamento do plano de investimentos de 2015, de R$ 14,5 bi, porém, está garantido, segundo a companhia. Em maio, a Moody's rebaixou o rating de crédito da Eletrobras, de "Baa3" para "Ba1", e colocou as notas em revisão para novo rebaixamento. Assim, a estatal saiu do nível de "grau de investimento" para o de "investimento especulativo". As duas principais causas para o rebaixamento são correlatas: a ressalva da KPMG, auditora externa, de que não pôde determinar se as denúncias envolvendo a Eletrobras na Lava Jato terão impacto no balanço da elétrica e o atraso na entrega do relatório 20-F à Securities and Exchange Commission (SEC), que não ocorreu até agora, pelo mesmo motivo. Na última semana, a estatal contratou o escritório de advocacia internacional Hogan Lovells, especializado em investigação empresarial, para verificar a eventual existência de irregularidades que violem a Lei americana Foreign Corrupt Practices Act 1977, a Lei anticorrupção brasileira 12.846/2013 e o Código de Ética das Empresas Eletrobras. Diante das incertezas relativas à classificação de risco e à entrega do 20-F, a Planner, uma das poucas corretoras que ainda acompanham as ações da Eletrobras na BM&FBovespa depois da adesão da estatal à MP 579, não recomenda "o posicionamento nos papéis da companhia, no momento". Para um especialista do setor elétrico que pediu anonimato, com a perda do grau de investimento, "o custo para obter novos financiamentos privados, e mesmo na possibilidade de obter recursos públicos, via BB e CEF, será mais elevado, o que sinaliza para um cenário muito pouco positivo e otimista". (Valor Econômico – 16.06.2015) 

 

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