Notícias do setor
25/06/2015
Melhores gestores do país atrelam otimismo a sucesso do ajuste fiscal

Diante de uma economia parada, mas com inflação elevada, não há espaço para grande otimismo. Essa é a visão dos melhores gestores de recursos brasileiros, que se reuniram ontem, em São Paulo, para receber o Prêmio Top Gestão 2015, organizado pelo Valor Econômico em parceria com a Standard & Poor's. O ajuste fiscal é considerado por muitos uma luz no fim do túnel, com uma correção de rumos. O acerto, porém, vai deixar marcas profundas em 2015 e 2016. Na renda fixa, a visão é de que tudo vai depender do sucesso do ajuste. Se bem-sucedido, isso pode se traduzir em controle da inflação para a meta e uma correção para baixo forte nos juros de médio e longo prazos, beneficiando títulos prefixados e indexados à inflação. Há, no entanto, quem acredite que a inflação possa demorar a convergir para a meta, tornando o ciclo de elevação dos juros mais longo. Para Julio Callegari, estrategista-chefe de renda fixa do J.P. Morgan, a confiança na capacidade de o BC conseguir trazer a inflação para o centro da meta é "o componente que falta, na prática, para que o mercado aplique de forma mais consistente nos juros de longo prazo". Oportunidades no crédito privado, diante da deterioração do ambiente macroeconômico e consequente aumento da remuneração dos papéis, também estão na mira dos gestores, assim como a política monetária americana, que leva a buscar proteção em ativos indexados ao dólar e a evitar títulos de vencimento distante. (Valor Econômico – 23.06.2015)

 

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