Notícias do setor
09/07/2015
Copel: não há mudança de postura

Segundo o diretor de GT da Copel, Sérgio Lamy, a iniciativa não denota uma mudança de postura, já que, em 2012, o que havia sido proposto era a antecipação da renovação das concessões por tarifas menores. Desde 2012, as estatais estaduais que não aceitaram renovar as concessões tiveram receitas vultosas com a venda de energia descontratada no mercado de curto prazo, que praticou preços elevados em meio à crise hídrica do país. No caso da Cesp, apenas em 2014, a receita de vendas no mercado spot somou R$ 1,4 bi, ou um terço do faturamento. A Cesp foi a mais atingida pelo vencimento das concessões, com a perda das concessões de Jupiá e Ilha Solteira, que representam 75% de sua capacidade de geração. No caso da Cemig, venceram ontem cerca de 600 MW, equivalentes a 10% de suas usinas hidrelétricas. Já na Copel, as concessões de duas usinas, com 268 MW de capacidade representam 6% da potência total. A estatal mineira já vinha brigando na Justiça pela manutenção das usinas de Jaguara, de 400 MW, que venceu em 2013, e São Simão, de 1,7 mil MW, que expirou em janeiro e estava mantidas sob liminar, derrubada na semana passada no STJ. Apesar da derrota, o presidente Mauro Borges já sinalizou que segue buscando uma solução negociada com o governo para manter os ativos por um preço intermediário. Na mesa está também a proposta se seguir como operadora das outras usinas de menor porte que vencem neste ano por tarifas de operação e manutenção, sem necessidade de licitação. Procurada, a empresa não quis se pronunciar. (Valor Econômico – 08.07.2015) 

 

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