Diante do novo cenário, a Eletrobras também vai por um pé no freio nos planos de internacionalização. Estrategicamente, os investimentos no exterior continuam sendo importantes para a companhia, porém, com exceção da hidrelétrica de Tumarín, na Nicarágua, os demais projetos internacionais ficarão na estante, até que haja a viabilização de recursos para realizá¬los. Até o fechamento desta edição, o presidente da Eletrobras esperava concluir ontem a negociação com a BR Distribuidora e a Petrobras sobre o montante da dívida ainda descoberta relativa à aquisição de combustíveis para geração de energia em Manaus O executivo não revelou o valor do acerto. Em março, porém, a Eletrobras havia divulgado ao mercado que o conselho de administração da empresa havia aprovado celebração de termos aditivos à repactuação de dívidas de empresas do grupo perante à BR Distribuidora e à Petrobras, no montante de R$ 8,6 bi. Desse total, R$ 6,1 bi haviam sido reconhecidos pela Aneel em créditos a serem pagos pela CDE. Carvalho Neto contou que a Eletrobras cogita acionar a Justiça para se proteger das perdas bilionárias provocadas pela exposição no mercado de curto prazo, devido ao déficit de geração hídrica. A companhia é uma das poucas geradoras que não está protegida por liminar contra os prejuízos do GSF. O executivo explicou que a maior parte das liminares obtidas pelas empresas não tem influência na liquidação do mercado de energia de curto prazo de maio, realizada esta semana, pois as operações já haviam sido contabilizadas pela CCEE. Para a próxima liquidação, prevista para agosto, porém, elas terão efeito. "Se tivermos que entrar na Justiça, nós vamos entrar", completou. (Valor Econômico – 09.07.2015)
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