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15/07/2015
PIB da China avança 7% no segundo trimestre e supera previsão

15/07/2015

Crescimento esperado era de 6,8%, mas aceleração foi maior devido às medidas de estímulo à economia implantadas pelo governo, principalmente após as oscilações no mercado financeiro.
O Produto Interno Bruto (PIB) da China superou expectativas no segundo trimestre e cresceu 7,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas do país nesta terça-feira, 14. O avanço, maior do que os 6,8% esperados, se deve a uma série de medidas de estímulo à atividade econômica implantadas pelo governo, principalmente após as fortes oscilações do mercado financeiro no país. Entretanto, o ritmo de crescimento da economia chinesa ainda é o menor em seis anos.

"A economia nacional está operando dentro da faixa adequada e os principais indicadores indicam ritmo constante, mostrando impulso moderado, mas estável de desenvolvimento", aponta o relatório da instituição.
O governo está tentando levar a China a crescer num ritmo mais baixo, porém mais sustentável. A taxa de juros foi cortada quatro vezes e o compulsório dos bancos duas vezes desde novembro no país, enquanto o governo lançou projetos de estímulo econômico para impulsionar o crescimento.
As vendas no varejo cresceram 10,6% em junho, na comparação com igual período do ano anterior. Nesse caso, a previsão dos analistas era de alta de 10,2%. O investimento em ativos fixos desacelerou para uma alta de 11,4% entre janeiro e junho, de 13,5% no primeiro trimestre do ano. A produção industrial com maior valor agregado avançou 6,3% no primeiro semestre, na comparação anual, abaixo do crescimento de 6,4% registrado nos primeiros três meses do ano.
Os indicadores econômicos irregulares, para os padrões da China, e a volatilidade nos mercados de ações geraram a expectativa entre economistas e investidores de que o governo continuará a apoiar a demanda pela redução na taxa de juros e reduzirá o compulsório dos bancos.
O fato de o crescimento ficar exatamente na meta oficial para o ano pode também reforçar as dúvidas sobre a confiabilidade dos dados da China, diante de discrepâncias entre os números de crescimento regional e nacional e, em alguns momentos, da falta de transparência (O Estado de S.Paulo, 15/7/15)

 

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