Apesar do foco na conclusão das obras em andamento, José Carlos de Miranda, atual presidente da Chesf, disse que a companhia vai avaliar as oportunidades de negócios nos leilões de GTde energia deste ano. "Evidentemente a prioridade para este ano é concluir a maioria desses projetos que estão em andamento. Mas não descartamos a possibilidade de entrar em novos projetos. Mas isso vai depender muito da situação a medida que os leilões forem sendo delineados", completou. Segunda maior geradora de energia elétrica do país, com 10,6 mil MW em operação, atrás apenas de Itaipu Binacional, dona da hidrelétrica de 14 mil MW, e com um sistema de transmissão de 20 mil km, a Chesf deverá voltar a investir com maior intensidade em novos empreendimentos a partir de 2016, contou Miranda. Um dos motivos para isso é que, em janeiro, terão início os aportes no FEN criado pela MP 677/2015, com potencial de arrecadação de R$ 13 bi, segundo o MME. Os recursos, que virão da diferença entre a tarifa que será paga por um grupo de eletrointensivas pela energia fornecida pela Chesf e o custo de operação e manutenção das concessões renovadas da companhia, serão utilizados no desenvolvimento de novos projetos de energias renováveis, em parceria pela estatal com outras empresas. "Os recursos do fundo se destinarão à participação da Chesf, em 49%, no investimento de novos empreendimentos na região Nordeste, desde que os projetos tenham uma rentabilidade mínima que será definida pela Eletrobras", explicou Miranda. Questionado sobre a possível venda de participação minoritária em usinas e linhas de transmissão, a partir de orientação dada pelo ministro Braga à Eletrobras, Miranda contou que até o momento não há nenhum sinal de venda de ativos da Chesf. (Valor Econômico – 15.07.2015)
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