Notícias do setor
16/07/2015
Varejo passa a acumular perda em 12 meses

A deterioração da renda e da criação de ocupações, a inflação alta e o crédito mais caro tornaram inócuo o efeito do Dia das Mães sobre o consumo. O volume de vendas do varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção, ficou novamente abaixo do esperado ao recuar 0,9% entre abril e maio, feitos os ajustes sazonais, quarta retração seguida e pior desempenho para o quinto mês do ano desde 2001. No varejo ampliado ¬ que considera esses dois segmentos, além dos oito pesquisados no restrito ¬ o tombo foi ainda maior, de 1,8%, e a série de dados negativos é mais longa (seis consecutivos). A queda mensal foi espalhada por sete dos dez segmentos analisados na PMC, divulgada ontem pelo IBGE, que trouxe outros números ruins para o setor. No acumulado em 12 meses até maio, as vendas restritas entraram em terreno negativo, com perda de 0,5%, algo que não acontecia desde 2003. Nessa mesma comparação, o varejo ampliado diminuiu 5%, influenciado principalmente pelo segmento de veículos. Ante maio de 2014, as vendas restritas diminuíram 4,5%, número mais fraco desde agosto de 2003, enquanto a queda de 10,4% do varejo ampliado foi o recorde de baixa da série histórica dessa medição, iniciada em 2004. Para economistas, os dados divulgados ontem reforçam a análise de que o PIB vai se retrair ainda mais no segundo trimestre. Sem sinais de reação para o segundo semestre, há quem considere que o ciclo de aumento da taxa Selic pode acabar um pouco mais cedo, na reunião de julho do Copom. (Valor Econômico – 15.07.2015) 

 

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