Notícias do setor
17/07/2015
Migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre

O forte aumento das tarifas de energia das distribuidoras neste ano, fruto do realismo tarifário, fez ressurgir o movimento de migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre, segundo comercializadoras de energia ouvidas pelo Valor. O custo da energia no mercado livre está hoje entre 12% e 22% mais baixo que no ambiente cativo, das distribuidoras, dependendo da região, de acordo com dados da consultoria GV Energy & Associados. "Tem aumentado muito a migração de consumidores, principalmente os consumidores especiais", disse o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) Reginaldo Medeiros. Pela lei, os consumidores especiais são aqueles cuja demanda contratada é igual ou maior que 500 quilowatts (kW) e que comprem energia de fontes renováveis. Segundo Medeiros, o movimento de migração ficou praticamente paralisado por um tempo, após a implantação da Medida Provisória 579/2012, que forçou uma queda de cerca de 20% do custo da energia para os consumidores cativos, das distribuidoras. Esse desconto, no entanto, já foi ultrapassado pelos recentes reajustes tarifários. "Estávamos passando por um período onde as tarifas das distribuidoras estavam represadas virtualmente, enquanto o preço estava mais alto no mercado livre", disse Paulo Mayon, diretor da comercializadora Compass, lembrando que, em 2013 e 2014, praticamente não houve migração para o mercado livre. Segundo ele, a Compass está fazendo o processo de migração de várias empresas, de ramos diversos, como fornecedores da cadeia automotiva, setores varejista e bancário e até universidades. (Valor Econômico – 16.07.2015) 

 

Localização
Av. Ipiranga, nº 7931 – 2º andar, Prédio da AFCEEE (entrada para o estacionamento pela rua lateral) - Porto Alegre / RS
(51) 3012-4169 aeceee@aeceee.org.br