A estimativa da Abradee é de que o débito mensal com o rateio do custo resultante da geração abaixo da garantia física das usinas chegue a R$ 700 mi somente no segmento de distribuição. Assim como os geradores, a Abradee aposta em uma solução negociada para os impactos resultantes do déficit de geração das hidrelétricas. “No elenco das soluções que possam ocorrer, a ideal é a negociação”, defende Nelson Leite, presidente da associação. Para o executivo, não havendo uma solução e nem o adiamento da data de liquidação, a alternativa proposta no recurso à Aneel é que as distribuidoras paguem agora só o que está na tarifa e o resto seja empurrado para frente, até que se encontre uma solução tarifária ou via negociação. “Temos que reconhecer também que o consumidor não tem como absorver mais isso. E [o custo adicional] não cabe no caixa das distribuidoras”, pondera Leite. Ele lembra que as empresas vão suportar este ano R$ 4,2 bi em despesas financeiras que serão contabilizadas como CVA (Conta de Variação Valores de Itens da Parcela A) e só repassados nos reajustes anuais. (Agência CanalEnergia – 17.07.2015)
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