A postura da Eletrobras no leilão do segundo linhão de transmissão de Belo Monte deixou claro que a estratégia mais conservadora de investimentos veio para ficar. Com o corte de custos na ordem do dia, em meio ao caixa apertado e pressão de agências de rating, a estatal parece mais inclinada a entrar em projetos apenas quando não houver disposição da iniciativa privada para fazer lances mais competitivos. Um consórcio formado pelas subsidiárias Furnas e Eletronorte, chegou a se habilitar para a licitação, sem a parceria de sócios privados. Mas desistiu de entregar o envelope após a sinalização de que a chinesa State Grid e a espanhola Abengoa fariam propostas. Nos bastidores, a avaliação é que a empresa esperava a confirmação de que a Abengoa entraria no processo, gerando concorrência para a State Grid — dada como presença certa na licitação —, e incentivando os chineses a entregarem o envelope com maior deságio. A decisão da Eletrobras de não repetir a parceria como sócia minoritária da State Grid, feita no leilão do primeiro linhão de Belo Monte em fevereiro de 2014, vai na mesma linha: a percepção é que a chinesa teria condições de entrar como investidora única no projeto e arcar com o desembolso de R$ 7 bi. A chinesa já sinalizou que ainda busca uma parceria com a estatal no projeto, mas fontes afirmam que, se a sociedade se concretizar, a Eletrobras terá uma fatia menor do que os 49% verificada no consórcio do primeiro linhão. (Valor Econômico – 20.07.2015)
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