A enxurrada de ações judiciais conseguidas por empresas do setor elétrico e consumidores pode provocar uma inadimplência recorde na liquidação que será concluída pela CCEE. Sem o acordo em negociação com a Aneel sobre o risco hidrológico, muitas empresas continuam sendo protegidas pela Justiça e não farão o pagamento, que soma R$ 3 bi. Pelas regras do setor, o valor não pago por alguns agentes tem de ser bancado pelos demais. Calcula-se que a inadimplência possa beirar R$ 1 bi. Segundo representantes de empresas do setor, uma inadimplência desse tamanho pode travar o mercado, impossibilitando a compra e venda de energia. Por esse motivo, o governo tem corrido contra o tempo para tentar fechar um acordo com os geradores sobre o GSF. Quem aceitar as condições estabelecidas abre mão, imediatamente, das liminares conseguidas. A expectativa do governo é concluir as negociações até semana que vem. Mas os representantes do setor ainda têm dúvidas sobre os detalhes da proposta desenhada pela Aneel. No mercado financeiro, a demora para se conseguir chegar a um consenso derrubou os papéis das elétricas. Quanto mais o tempo passa, maior é a preocupação do investidor, que tem ações do setor. Um analista relata que percebe-se no mercado uma saída de estrangeiros de ações de elétricas no período recente. No pregão de ontem, as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) caiu 2,78%; Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), 2,95%; Companhia Paranaense de Energia (Copel), 3,01%; Eletrobrás ON, 2,77%; e Energias do Brasil, 1,89%. (O Estado de São Paulo – 06.08.2015)
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