O governo autorizou ontem uma repactuação das dívidas contraídas pela Eletrobras com a Petrobras por conta de gastos com a compra de combustíveis que abastece usinas térmicas nos sistemas isolados na Região Norte. O prazo de pagamento dos débitos vencidos entre 1º de dezembro de 2014 e 30 de junho de 2015 foi alongado para 36 meses. A expectativa é que a petroleira passe a receber fluxos de caixa mais constantes com o passivo. Parte dos custos com esses combustíveis era bancada pela CCC, mas como os repasses do governo para esse fundo não foram suficientes, alguns clientes vinham encontrando dificuldades para quitar as obrigações de fornecimento junto à estatal. Ao todo, o passivo é estimado em cerca de R$ 9 bi. Desse total, a maior parte, R$ 6,5 bi, está garantido pelo crédito das distribuidoras junto à CDE, que cobrirá o rombo. Outros R$ 2,5 bi contam provisoriamente com garantias corporativas da própria Eletrobras, até que haja homologação por parte do regulador. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou que a repactuação da dívida da CCC servirá para garantir a regularidade de pagamentos à Petrobras. "Em função de liminares, houve um descasamento do fluxo de caixa envolvendo a receita da CDE. Portanto, sem nenhum impacto para o consumidor, nem para a tarifa de energia, nós estamos apenas com uma portaria interministerial garantindo o alongamento desse fluxo para que não tenhamos mais o descasamento no fluxo de caixa", afirmou Braga. (Valor Econômico – 06.08.2015)
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