Notícias do setor
13/08/2015
Bandeira vermelha na conta de luz deverá cair até 20% em setembro

A presidenta Dilma Rousseff antecipou que haverá um corte de 15% a 20% no valor adicional cobrado nas contas de luz com a atual indicação da bandeira vermelha na fatura. A mudança na bandeira vermelha, que deve começar a valer a partir de setembro, servirá para garantir o repasse da economia de R$ 5 bi projetada até o fim do ano com o desligamento das térmicas mais caras do sistema elétrico. O ajuste foi anunciado durante o lançamento do Programa de Investimentos em Energia Elétrica (PIEE). Dilma admitiu o desafio do governo em lidar com os aumentos das tarifas de luz. Para ela, o governo se saiu bem ao segurar a crise no setor, evitando a consequência mais drástica: o racionamento de energia. "É verdade, sem dúvida, que as contas de luz aumentaram. E, por isso, nós lastimamos. Mas, enfrentando a maior crise hídrica da história do nosso país, o Sudeste teve desempenho extremamente abaixo da meta, mas nós continuamos dando sustentação ao sistema. Nós não tivemos racionamento", finalizou. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, mostrou--se otimista. "Estamos iniciando um ciclo com viés de baixa nas tarifas", afirmou. Ele preferiu, no entanto, não se comprometer com uma eventual mudança para bandeira amarela. "Estamos em pleno período seco e, em que pese todo o esforço de recuperação dos nossos reservatórios, ainda não temos segurança para garantir uma transição à bandeira amarela." A ideia de minimizar o impacto da bandeira vermelha ainda será submetida à discussão, em audiência pública, e à aprovação da Aneel. Atualmente, a bandeira vermelha cobra R$ 5,50 a cada 100 kWh consumidos no mês. Segundo o ministro, com o desconto que será definido até o dia 28 deste mês, a bandeira vermelha de setembro cairá dos atuais R$ 5,50 por 100 kilowatts-hora (kWh) para R$ 5 ou até R$ 4,50. (O Estado de São Paulo – 11.08.2015 e Valor Econômico – 12.08.2015)

 

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