A contaminação da economia pelas incertezas políticas está exigindo da equipe econômica do governo cautela redobrada para lidar com o impacto da crise de governabilidade na cotação do dólar, mas não deve mudar a estratégia do Banco Central de tentar levar a inflação para o centro da meta de 4,5% ao final de 2016, como planejado inicialmente. A incerteza gerada em torno da crise política é bastante deletéria para a economia, tem causado grande apreensão nas autoridades econômicas, porém, avalia-se que o nível de estresse que se formou na semana passada, com a disparada nas cotações do dólar, não tem condições de se prolongar ao longo de várias semanas seguidas. A estratégia adotada neste momento de grande complexidade é a de buscar remover incertezas. E não adicionar mais volatilidade no câmbio, o que levou ao anúncio, na quinta-feira passada, de ajustes nos leilões diários, com a ampliação da rolagem de contratos de swap cambial. O BC aumentou de 60% para 100% a rolagem dos contratos de swap cambial. Além do impacto da crise política, a cotação do dólar também sofre influência de outros fatores externos, como a decisão da China de desvalorizar o yuan e da expectativa em torno do início da alta dos juros pelo Fed. O câmbio flutuante é considerado pela equipe econômica como a primeira linha de defesa do País para os momentos de maior turbulência como os de agora. (O Estado de São Paulo – 12.08.2015)
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