As equipes técnicas das principais transmissoras de energia do país ainda estão debruçadas sobre as propostas em estudo pela Aneel [de mudanças nos contratos de concessão de linhas de transmissão para os próximos leilões] para entender qual será o efeito prático para os novos investimentos. Mas uma primeira avaliação do setor é que as mudanças representam um avanço. "As associadas ainda estão fazendo uma análise sobre o assunto. Mas, de maneira geral, a Aneel tem evitado os efeitos externos nos empreendimentos", afirmou o presidente executivo da Abrate, Mario Miranda. As mudanças em estudo pela autarquia não têm objetivo apenas de aumentar a atratividade do negócio para o investidor. Com o aperfeiçoamento do edital dos leilões e dos contratos de concessão, o governo quer estimular a conclusão dos projetos no prazo previsto inicialmente. Em julho, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou a criação de grupo de trabalho liderado pelo MME e formado por representantes da Aneel, do ONS e da EPE, com o objetivo de revisitar o processo de leilões de transmissão para definir ações que busquem garantir a implantação das obras dentro dos prazos estabelecidos. As modificações previstas no edital do leilão de outubro estarão em audiência pública na Aneel até 31 de agosto, prazo em que os agentes poderão enviar contribuições. O leilão está previsto para ocorrer em 16 de outubro. (Valor Econômico – 13.08.2015)
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