Notícias do setor
14/08/2015
Conta de luz encarece 1,8% com favorecimento a indústrias do Nordeste

A decisão do governo federal de manter energia mais competitiva para atender grandes indústrias instaladas na região do Nordeste torna mais cara a energia paga pelos demais consumidores. É o que aponta um estudo elaborado pela Abraceel. De acordo com a entidade, o impacto provocado pela medida equivale a um aumento médio de 1,8% nas tarifas, uma vez que as distribuidoras precisarão comprar volume equivalente de energia no mercado, em vez de ter acesso a uma energia mais barata. A situação teve origem na MP 677, publicada em junho. O texto estendeu até 2037 a vigência de contratos especiais entre a Chesf, empresa do grupo Eletrobras, e indústrias eletrointesivas do Nordeste. O custo da energia paga pelas indústrias foi reajustado de imediato em 22,5%, porém o valor de aproximadamente R$ 130/MWh válido a partir de julho permaneceu inferior aos preços a serem pagos pelos consumidores, caso tivessem que recorrer ao mercado de curto prazo. O acordo prevê a destinação de quase 600 MW de capacidade de energia para atender um grupo de grandes empresas formado por Vale, Gerdau, Braskem, entre outras. Para essas indústrias, o acesso a uma energia mais competitiva era condição essencial à continuidade das operações na região. Para os demais consumidores, entretanto, a medida representa a "retirada" do mercado de um volume importante de energia, o qual deveria ser negociado a preços reduzidos. "Quando o governo elaborou a MP 579, em 2012, ele determinou o regime de cotas nas usinas amortizadas. Seria um benefício ao consumidor, que foi quem pagou o investimento", relembra o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros. (O Estado de São Paulo – 12.08.2015) 

 

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