Notícias do setor
14/08/2015
Empresas brasileiras aderem à coalizão do clima

A pouco menos de quatro meses para a COP 21, em Paris, um grupo de empresários brasileiros planeja avançar sobre questões ambientais, como a precificação de carbono, e ter voz mais ativa nas políticas de combate ao aquecimento global. Pelo menos quatro empresas nacionais ¬ Braskem, CPFL Energia, Duratex e Visão Sustentável ¬ já aderiram à coalizão internacional We Mean Business, que reúne 146 companhias e 106 investidores para alertar os empresários sobre a importância no combate às mudanças climáticas, estimular a ação sustentável e abrir espaço para que empresas influenciem no processo de negociação dessas políticas. "Se a empresa participa desse processo, pode influir para ver o melhor momento de mudança", disse a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, que lidera o We Mean Business no Brasil. "Que essa virada vai acontecer ninguém tem dúvida, a questão é quando. Se você tem um engajamento empresarial, você pode fazer essa mudança muito mais amigável com a realidade do negócio." Em um evento organizado pelo Instituto Ethos, com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, uma carta de intenções será apresentada aos empresários. Será o primeiro de uma série de pelo menos quatro eventos corporativos em que o CEBDS tentará atrair mais empresários para a coalizão antes da COP 21. A principal preocupação das companhias, segundo Marina, é o impacto que uma possível taxação da emissão de carbono possa ter. "As empresas estão mais engajadas para as negociações climáticas, muito mais articuladas e com voz ativa dentro desse processo", avalia a presidente do CEBDS. As ações separadamente já teriam força, mas juntas têm mais", diz o gerente de sustentabilidade da CPFL Energia, Carlo Linkevieius Pereira. A Duratex, produtora de painéis de madeira pisos e louças, já havia estabelecido iniciativas de redução de carbono em 2007 e conseguiu reduzir as emissões diretas em 45% no ano passado. O gerente de sustentabilidade da Duratex, João Redondo, não acredita que a crise econômica irá dificultar a mudança da matriz energética: "Se por um lado há o encarecimento da energia por causa do clima, por outro esse alto custo viabiliza os projetos novos de energia". (Valor Econômico – 13.08.2015) 

 

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