Notícias do setor
14/08/2015
Angra 3 já tem orçamento avaliado em 50% a mais do que o seu valor inicial

Em 2011, primeiro ano de mandato da presidente Dilma, Angra 3 era avaliada em R$ 9,9 bi e a previsão do governo era concluí-¬la em dezembro de 2015. O cronograma se arrastou e os custos explodiram. No fim do ano passado, os investimentos já vinham sendo estimados em R$ 13,9 bi. Com a alta do dólar, que pesa sobre os custos de equipamentos importados, fala¬-se nos bastidores em um orçamento acima de R$ 15 bi. O início das operações da usina, com 1.405 MW de capacidade instalada, ficou para dezembro de 2018. Com a desistências das outras cinco construtoras, há dúvidas, no mercado, sobre o fôlego da UTC e da EBE de tocar sozinhas o restante do contrato de montagem eletromecânica. Outros executivos, no entanto, acreditam que o estrago não será tão grande. Eles ponderam que, se as faturas atrasadas forem quitadas, as duas empresas têm experiência suficiente para honrar os compromissos. Uma fonte garante que as cinco construtoras desistentes tinham rentabilidade muito apertada no contrato e participavam do consórcio Angramon de olho na continuidade do programa nuclear. "Era importante ter Angra 3 no portfólio, mas os atrasos chegaram a um ponto insustentável", afirma. Para angariar mais recursos às obras, a Eletronuclear negocia novos empréstimos com a CEF e com o BNDES. Outra forma de reforçar o caixa é um pleito da estatal para aumentar os preços da energia produzida por Angra 1 e 2. Um pedido de reajuste, alinhando sua tarifa à de usinas nucleares em outros países do mundo, já foi discutido com a Aneel. (Valor Econômico – 13.08.2015) 

 

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