"A MP é mais ampla. Para decidir sobre isso é preciso um texto mais didático, com conceitos claros de como vai ser o prazo do contrato e o cálculo do prêmio de risco", diz Raphael Gomes, sócio da Demarest Advogados e especialistas no setor elétrico. Segundo ele, outro ponto que gera controvérsia é de onde virá a energia de reserva extra para cumprir com o "colchão" de 5% que foi exigido pelo governo. "É preciso ver como isso vai ser cobrado e, inclusive, se há volume de projetos disponíveis para contratar toda essa energia", afirma. Reive de Barros, diretor da Aneel, acredita que a transferência dos ganhos com energia gerada acima do previsto no contrato para o consumidor é um ponto que pode travar a adesão, já que as geradoras abririam mão de ganhos futuros em anos de geração hidrelétrica dentro da normalidade. "O quadro que está sendo pintado é que boa parte dessas usinas não vai querer assinar o acordo", disse. (Valor econômico – 19.08.2015)
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