A estratégia de comercialização de energia da Copel no longo prazo é de manter de 10% a 15% da energia descontratada. Atualmente a empresa possui 1.971 MW médios em seu portfólio e está com 10% do volume sem acordos, sendo comercializada no mercado de curto prazo. No ano que vem quando terá 2.018 MW médios, há 20% desse volume sem contratos. De acordo com Artur Felipe Fischer, superintendente de mercado de capitais da Copel, apesar dessa situação, a estratégia ainda poderá sofrer alterações porque depende ainda de premissas externas, como, por exemplo, a MP que o governo prepara quanto as regras das usinas cuja concessão venceu e que poderá ter uma parcela de sua garantia física alocada para os vencedores das relicitações que serão realizadas. “A partir de 2016 significa que se tivermos uma situação semelhante a 2015 não teremos impacto do GSF sobre nosso fluxo de caixa”, exemplificou o executivo. No caso da Copel a participação da venda de energia ao mercado regulado está em queda. Atualmente é de 27%, mas em 2016 recuará para 23% e 13% de 2017 em diante no horizonte até 2020. Já a parcela descontratada aumenta nesse período. No ano que vem está em 20%, passa a 40% em 2017, 65% em 2018 e 73% da energia livre em 2019 e 2020. Ao mesmo tempo a energia assegurada da empresa passa a 2.080 MW médios em 2017, 2.127 ME médios nos anos de 2018 e 2019 até chegar a 2.124 MW médios em 2020. Os investimentos da Copel este ano deverão se aproximar do montante de R$ 2,4 bi indicado no início do ano pela companhia. No primeiro semestre os aportes da estatal paranaense ficaram em R$ 962 mi. (Agência CanalEnergia - 18.08.2015)
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