Notícias do setor
26/08/2015
Light: alavancagem da empresa reflete aumento dos ativos e passivos regulatórios

De acordo com o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, a alavancagem da empresa reflete aumento dos ativos e passivos regulatórios (CVA), que fechou junho com saldo de R$ 820 milhões e impactou o caixa da empresa no primeiro semestre. "Para bancar o CVA, tivemos de recorrer ao mercado [financeiro] num momento desfavorável, o que nos levou a aumentar o índice de alavancagem, que já não era baixo", disse. Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Relação com Investidores, João Batista Zolini, destaca que a Light está empenhada em reduzir a alavancagem e que a meta da empresa é reduzir a relação dívida líquida/Ebitda para 2,59 vezes em 2018. "As premissas incluem a venda da nossa participação na Renova Energia, o recebimento do saldo da CVA e a redução do volume de investimentos", explica. A companhia já procurou seus dez credores para explicar o recente crescimento da alavancagem. Segundo Zolini, a Light tem condições de reduzir esse índice já no terceiro trimestre, mas explica que a empresa também trabalha com o risco de "estouro" dos limites de endividamento pelo segundo trimestre seguido e, por isso, renegocia com os principais credores as cláusulas de "covenants" para evitar uma possível aceleração das dívidas. Ainda no encontro com os investidores, o diretor de Finanças da Light, Cláudio Bernardo Guimarães, explicou que a ideia da companhia é utilizar parte dos recursos com a venda de participação na Renova Energia para redução da alavancagem. O executivo explica que o prazo final para conclusão da negociação é novembro, mas vê chances de uma possível antecipação do negócio. "Há uma chance de fecharmos a operação ainda em setembro, o que vai ajudar nos 'covenants'", comentou. (Valor Econômico – 25.08.2015)

 

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