Notícias do setor
04/09/2015
Para BCE, cenário para emergentes vai piorar

O Banco Central Europeu (BCE) avalia que dificuldades cíclicas e estruturais que afetam a atividade econômica nos emergentes podem ter no futuro um efeito ainda maior do que previsto atualmente. Em seu mais recente boletim, a autoridade monetária da zona do euro estima que o crescimento dos emergentes deve continuar mais moderado do que antes da crise financeira global. O banco alerta que riscos permanecem, e que políticas domésticas e condições financeiras externas menos acomodatícias manterão o ritmo de crescimento em nível mais modesto. Para o BCE, as perspectivas de alta de juros nos EUA poderão afetar o ambiente financeiro global e trazer riscos para os emergentes. Um deles é por causa do maior endividamento externo, essencialmente em dólar, que pode deixar vários emergentes vulneráveis a uma deterioração nas condições globais de "funding". A autoridade monetária nota que os emergentes têm um papel significativo na economia global. Em paridade de poder de compra, representam 60% do PIB global. "Uma desaceleração mais forte dos mercados emergentes seria, portanto, um grande obstáculo para o crescimento global e da zona do euro", avalia o BCE. As exportações da zona do euro para economias emergentes aumentaram de 16% em 2000 para mais de 25% do total em 2011, principalmente para Rússia e Turquia. Mais recentemente, as vendas europeias para esses mercados declinaram, sobretudo para a China. Assim, o BCE diz que a zona do euro tem que se apoiar mais nos outros desenvolvidos. (Valor Econômico – 03.09.2015) 

 

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