Mauro Arce, presidente da Cesp, corrobora a posição de Renato Mendes. "É preciso saber direito a regra do jogo", afirmou. Segundo ele, a proposta para repactuação do risco hidrológico, da forma apresentada, representaria apenas "alguns meses" de prorrogação da concessão da usina de Porto Primavera, que vence em 2028. Segundo o executivo, a estatal está sendo penalizada por ter feito uma gestão correta no volume de energia que tinha contratado. Por não ter aceito a proposta do governo para prorrogar suas concessões, em 2012, a companhia ficou com um volume de energia excedente que não estava contratado com distribuidoras ou consumidores livres e, por isso, conseguiu vender um montante elevado de energia no mercado de curto prazo. A Cesp alega que não teve perdas, mas deixou de gerar mais de R$ 1 bi em receita potencial em 2015 por ter sua garantia física rebaixada em meio à seca. Para Andrew Stofer, presidente da America Energia, a proposta do GSF é positiva para o mercado regulado, mas ainda tem "buracos" no caso do mercado livre, que precisa contratar energia de reserva para formar uma espécie de "hedge" em períodos de hidrologia ruim. "Ainda há muito a ser discutido", aponta. A Celg GT avalia ainda que a medida pode não ser suficiente para compensar as empresas com problemas de caixa. "Se o fardo for insuportável, a extensão do prazo talvez não tenha tanto sentido", ressaltou Luiz Fernando Moraes, assessor da diretoria técnica e comercial. (Valor Econômico – 21.09.2015)
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