Notícias do setor
22/09/2015
Inflação alta e salário menor 'devolvem' famílias às classes D e E

O maior aumento dos preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias de baixa renda e a queda do salário real fizeram uma parte das famílias regredir socialmente. De acordo com dados da Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP), 1,2 milhão de famílias (2% do total) andaram para trás nos últimos 12 meses. Algumas saíram da classe C para a D, outras deixaram a classe D e retornaram para a E. Um reflexo direto da perda do poder de consumo dessa parcela da população aparece nas vendas dos supermercados. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, em julho passado as famílias saíram dos supermercados com um volume 2% menor de compras. Além da menor quantidade, os consumidores estão trocando marcas tradicionais por mais baratas. Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de São Paulo (Sincovaga), mostrou que 59% dos clientes entrevistados pela entidade declararam essa troca em julho. De acordo com o Índice do Custo de Vida da Fecomércio, a inflação que atinge a cesta de consumo das classes D e E superou 11% nos últimos 12 meses, enquanto a inflação das classes A e B ficou abaixo de 9%. A diferença de mais de 2 pontos percentuais associada à perda salarial do período (de acordo com a pesquisa mensal de emprego do IBGE, o rendimento médio real caiu 2,5% no último ano) alterou a pirâmide social, fazendo com que 231 mil famílias tenham passado da classe C para a D e outras 920 mil tenham deixado a classe D em direção a E, apenas nos últimos 12 meses. (Valor Econômico – 21.09.2015)  

 

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