As previsões dos analistas de mercado para o dólar subiram de forma expressiva, assim como a estimativa de inflação para este ano e o próximo. Com isso, também aumentaram a aposta para o juro básico em 2016, após três semanas de estabilidade, de acordo com o boletim Focus, do BC. No caso do desempenho da economia, a estimativa é de contração mais acentuada em 2015 e 2016. A alta do dólar se intensificou após o Brasil perder o grau de investimento pela agência Standard & Poor’s (S&P) e ter a chance de perder o selo de bom pagador pelas duas outras agências restantes – Moody’s e Fitch. O câmbio mais depreciado, por sua vez, tem elevado as estimativas para a inflação. O dólar já tem mostrado sua influência sobre os IGPs. O IGP¬10 acelerou 0,61% em setembro, e o IGP¬M subiu 0,65% na segunda prévia deste mês, segundo dados divulgados na semana passada pela FGV. No Focus, a mediana das estimativas para a cotação da moeda americana no fim deste ano passou de R$ 3,70 para R$ 3,86. No fim de 2016, o dólar deve chegar a R$ 4. Até o boletim Focus anterior, a previsão era de dólar a R$ 3,80. A projeção do boletim Focus, do BC, para a alta do IPCA em 2015 voltou a subir, indo de 9,28% para 9,34%. No próximo ano, a expectativa agora é de aumento de 5,70%, em vez de 5,64%. Em 12 meses, a mediana passou de elevação de 5,72% para 5,82%. No caso do desempenho do PIB, a previsão é de contração de 2,70% em 2015, na décima revisão consecutiva, e de queda de 0,80% em 2016. No documento anterior, a projeção era de recuo de 2,55% e de declínio de 0,60%, nesta ordem. Para a produção industrial, a estimativa é de queda de 6,45% neste ano. Antes, era de recuo de 6,20%. No ano que vem, a produção industrial deve crescer apenas 0,20%, de 0,50% estimado anteriormente. A projeção para a taxa básica de juro, a Selic, continuou em 14,25% neste ano. Mas para 2016, o prognóstico foi revisto para cima, de 12% para 12,25%. (Valor Econômico – 21.09.2015)
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