Notícias do setor
25/09/2015
Usina não renovada fica de fora de reembolso por déficit hídrico

As usinas que não aceitaram prorrogar suas concessões mediante a redução das tarifas, conforme proposta feita pelo governo em 2012, não poderão aderir ao modelo para redução do déficit hídrico, aponta resolução preliminar da Aneel. O entendimento é negativo para Cesp, Copel e Cemig, que não poderão transferir para o consumidor o risco de geração abaixo do esperado para as usinas que não foram renovadas e nem tampouco ser reembolsadas por eventuais perdas auferidas por esses empreendimentos ao longo de 2015. A avaliação do regulador é que, ao optar pela não renovação, as empresas já aceitaram manter o risco hidrológico. Para as usinas que aceitaram estender seu prazo de concessão mediante preços menores - caso, principalmente do grupo Eletrobras -, os custos com a geração de energia abaixo da garantia física por conta do baixo nível dos reservatórios passou a ser cobrada nas contas de luz. Por não terem renovado as concessões, Cesp, Cemig e Copel ficaram com um volume de energia excedente, que foi vendido no mercado de curto prazo, a preços elevados. A Cesp, por exemplo, alega que não teve perdas, mas deixou de gerar R$ 1 bi em receita neste ano. A confirmação veio como uma surpresa para o mercado, que avaliava que essas empresas poderiam estar entre as principais beneficiadas pela medida. "Isso muda o cenário", disse o analista de um grande banco. Os papéis preferenciais da Cesp - que teve 75% de sua capacidade não renovada - caíram 3,13% no pregão de ontem. Cemig e Copel tiveram recuos menos expressivos, de 0,99% e 0,90%, respectivamente. Questionadas pela reportagem, as empresas disseram que ainda avaliam a questão. (Valor Econômico – 24.09.2015) 

 

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