A Cemig entrará na briga pela renovação de contratos das 14 hidrelétricas do grupo que já chegaram ao fim do prazo de concessão e serão relicitadas pelo governo no próximo dia 30 de outubro. Neste caso, a disputa não será contra o governo federal na Justiça, como ocorreu no caso das hidrelétricas Jaguara, Miranda e São Simão. Desta vez, o embate da estatal mineira se dará com as empresas do setor também interessadas na prorrogação dos contratos por mais 30 anos. A principal usina da Cemig listada no edital é a hidrelétrica Três Marias, no rio São Francisco (MG), que exigirá o pagamento do bônus pela outorga de R$ 1,2 bilhão. Boa parte desses recursos (65%) deverá ser feito à vista, no ato de assinatura dos contratos. O restante (35%) poderá ser pago no prazo de até 180 dias. Para garantir o pagamento, a empresa controlada pelo governo de Minas Gerais vai recorrer à ajuda de instituições financeiras. "A gente está trabalhando com o governo e o sistema bancário para buscar uma forma de estruturação desse financiamento", disse o presidente da Cemig, Mauro Borges, após reunião no MME. Borges afirmou que não está descartada a possibilidade de buscar a captação de recursos no mercado financeiro por meio da oferta de debentures. Essa, segundo ele, é "uma possibilidade" que vem sendo considerada pela empresa. (Valor Econômico – 24.09.2015)
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