A Light espera concluir ainda este mês a negociação com os bancos credores sobre os covenants financeiros (cláusulas contratuais de endividamento) que permitem a aceleração de dívidas quando a alavancagem ultrapassa o limite estipulado, disse ontem o presidente da empresa, Paulo Roberto Ribeiro Pinto. O executivo destacou que o foco da companhia no momento é reduzir o endividamento e que a empresa deve cortar investimentos e ficar de fora dos próximos leilões de geração. "A negociação está em andamento. A expectativa é que em setembro tenhamos um ajuste de uma nova fórmula" disse Pinto, durante encontro com jornalistas. "Pretendemos, quando divulgarmos o resultado [do terceiro trimestre] já estarmos com a renegociação do patamar do covenant ajustado" complementou. Segundo ele, a Light está negociando neste momento o aumento do limite permitido para o índice de endividamento, medido pela dívida líquida sobre Ebitda. No segundo trimestre, o índice atingiu os 4,54 vezes e superou o teto fixado nos "covenants", de 3,75 vezes. A dívida bruta da empresa totalizava, ao fim do trimestre passado, R$ 6,9 bilhões, dois quais R$ 6,2 bilhões possuem cláusulas que permitem a aceleração das dívidas no caso de rompimento do limite fixado por dois trimestres seguidos ou quatro trimestres intercalados. (Valor Econômico – 24.09.2015)
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