Segundo o presidente do IBP Jorge Camargo, a indústria brasileira tem condições de atender até 10% dos investimentos globais em exploração e produção de petróleo e gás natural, da ordem de US$ 700 bi anuais, caso haja uma política voltada ao desenvolvimento do setor de óleo e gás no Brasil. "Temos uma previsão para o ano que vem de investimentos em exploração e produção no Brasil em torno de US$ 20 bi a US$ 25 bi. Isso é muito pouco em relação ao potencial do Brasil. O mundo todo vai investir US$ 700 bi. O Brasil tem facilmente condições de capturar 7%, 8%, 10% desses investimentos globais, portanto duplicar, triplicar os investimentos em exploração e produção, consequentemente com implicações para [geração de] empregos, para crescimento [econômico] e para arrecadação [de impostos]". Lançada um dia após o anúncio do corte nos investimentos da Petrobras e na véspera da 13ª Rodada de ANP, a "Agenda Mínima para o Setor Petróleo Brasileiro" é composta por sete principais tópicos, sendo a maioria pleitos antigos do setor, amparados agora por outros segmentos industriais brasileiros. O objetivo é aumentar o volume de investimentos no setor, responsável por 12% do PIB Brasileiro. Entre os principais itens propostos estão a realização de leilões periódicos de áreas exploratórias, a simplificação do licenciamento ambiental e o aperfeiçoamento nos requisitos de conteúdo nacional. O documento defende ainda o fim do papel do operador único na exploração e produção no pré-sal, sob o modelo de partilha, tema em discussão no Congresso Nacional. (Valor Econômico – 07.10.2015)
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