Notícias do setor
26/10/2015
Metas de emissões de gases são boas, mas insuficientes

A análise das metas de redução de emissões de gases-estufa que os países submeteram à ONU indica que, se cumpridas, levam às economias mundiais no caminho do baixo carbono, mas sem limitar o aquecimento a 2°C. Para isso, o acordo de Paris terá que incluir um mecanismo-torniquete, que garanta maior ambição dos compromissos até 2020, no mais tardar. O estudo das INDC de seis grandes economias mundiais, foi coordenado pelo instituto francês IDDRI e feito por 14 centros de pesquisa. O foco foram os planos dos EUA, China, Brasil, Japão, Índia e Europa. A União Europeia terá que passar por uma significativa transformação energética para atingir sua meta em 2030. O bloco vai ter que aumentar a eficiência, ter mais renováveis na matriz e renovar a infraestrutura antiga. No caso brasileiro, além de zerar o desmatamento ilegal e impulsionar o plano agrícola de baixa emissão, o valor de uma tonelada de CO2 terá de ser US$ 50 para estimular o setor energético a optar pelas energias limpas, na análise de Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da Coppe/UFRJ. A meta da Índia, de reduzir entre 33% e 35% sua intensidade de emissões por unidade de PIB exige cooperação internacional - transferência de tecnologia e recursos financeiros. A INDC da China, segundo os analistas, indica aceleração no processo de descarbonização do setor energético. O Japão terá que buscar equipamentos mais eficientes e ultrapassar limites tecnológicos, assim como os EUA. (Valor Econômico – 23.10.2105) 

 

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