A indústria cimenteira do país enfrenta uma nova rota de contração do consumo, após mais de uma década de crescimento contínuo. O temor é reviver um desempenho igual, ou até pior, ao do início da década de 80, quando acabou o surto de crescimento promovido pelo "Milagre Econômico" dos anos 70, com obras de infraestrutura e programas de investimentos do governo militar. Na época, depois de triplicar, o recorde de demanda de 27 milhões de toneladas em 1980 teve forte queda durante quatro anos. Só se recuperou para os mesmos níveis no começo da década de 90. Para este ano, a expectativa das cimenteiras é uma retração de até 12% no consumo, após um período de crescimento sucessivo que teve início em 2004, vindo a alcançar a marca de 72 milhões de toneladas no ano passado. Durante a retomada, chegou a haver falta de cimento em 2007 em muitas lojas de materiais de construção em algumas regiões do país, que teve de recorrer a importações para equilibrar o abastecimento do mercado. Uma onda de investimentos das empresas existentes e de novos entrantes veio a seguir e elevou em 50% a capacidade do setor desde então. Com novos projetos e expansões de fábricas em andamento, se efetivados, haverá mais 21 milhões de toneladas de capacidade fabril até o fim de 2016. (Valor Econômico – 23.10.2015)
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