A falta de caixa de empresas como a Eletrobras também ajudou no baixo interesse pelo leilão. A estatal enfrenta problemas financeiros para viabilizar altos investimentos e ficou de fora dos últimos leilões de transmissão, mas hoje, depois de só vender 4 dos 12 lotes ofertados o diretor da Aneel, José Jurhosa, afirmou que caso o abastecimento de energia esteja ameaçado, o governo poderá convocar a Eletrobras para viabilizar projetos.
Thais defende que o governo aumente ainda mais a remuneração máxima permitida para as transmissoras, conhecida como Receita Anual Permitida (RAP). Segundo ela, uma RAP alta vai, pelo menos, despertar o interesse dos investidores em estudar os empreendimentos e o edital. “O governo pode também fazer os chamados road show para divulgar os leilões de transmissão assim como fazem com os leilões de rodovias e ferrovias”, afirmou Thais.
Cuberos destaca que é preciso também melhorar as condições de financiamento para garantir mais interessados nos próximos leilões.
Os lotes A, B e C ofertados nesse último leilão já haviam sido ofertados no certame de agosto, mas não tiveram propostas. Essas linhas de transmissão eram consideradas estruturantes e muito importante e para viabiliza-las a agência melhorou as condições, elevando a remuneração, a RAP do lote A foi aumentada em 15,7%, a do lote B em 13,4% e do lote C em 8,2%. Mas mesmo assim só o lote A foi arrematado.
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