A estratégia do governo de convencer bancos nacionais, privados e público, a viabilizar a participação de empresas de energia no leilão de quarta-feira tem mostrado resultado. Duas vencedoras do certame, Cemig e Copel, estão em negociações com as instituições financeiras para honrar o pagamento da primeira parcela do bônus de outorga cobrado das concessões arrematadas na disputa. Ao todo, foram oferecidas 29 usinas com contratos vencidos. O diretor-presidente da Cemig, Mauro Borges, afirmou ontem que as condições de contratação do empréstimo são discutidas com BB, Bradesco e Caixa. A empresa, controlada pelo governo de Minas, conta com liberação dos recursos para cobrir o valor de R$ 2,2 bi do bônus cobrando pela outorga das 18 concessões de usinas adquiridas no leilão. Borges afirmou que a operação de crédito com "pool de bancos" envolve uma primeira operação, com empréstimo ponte para cobrir 65% do valor total do bônus até o dia 30 de dezembro, conforme cronograma estabelecido no edital. A segunda transação financeira estará atrelada ao financiamento de longo prazo para equacionar todos os valores devidos do bônus pela outorga, inclusive o da primeira tranche. O presidente da Cemig afirmou que cada banco deverá assumir cerca de um terço do total do bônus pela outorga. Ele ressaltou que a empresa pretende recorrer aos bancos no montante correspondente a 100% do bônus. Borges afirmou que tanto a Cemig quanto o sindicato de bancos preferiram deixar a negociação da segunda tranche de financiamento para o ano que vem na expectativa de haver uma "conjuntura econômica mais favorável" no país para a negociação das condições. (Valor Econômico – 27.11.2015)
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