Notícias do setor
30/11/2015
Presidente da Cemig afirma que não vai aderir ao acordo de repactuação do risco hidrológico

O presidente da Cemig, Mauro Borges, afirmou que a empresa não deve aderir ao acordo proposto pelo governo federal que trata do chamado GSF "A Cemig, enquanto holding, e a Cemig G&T, possivelmente não vão aderir”. Na quarta-feira, após o leilão de 29 usinas, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, disse acreditar que haverá "forte adesão" das empresas de geração ao acordo. O prazo dado pela Aneel é 4 de dezembro. A possibilidade de acordo foi aberta com a aprovação, na terça-feira, pelo Senado, da MP 688. Afetadas pela falta de chuvas, que baixou o nível dos reservatórios, muitas geradoras foram obrigadas a adquirir energia no mercado de curto prazo, pagando valores altos. Por entenderem que não devem arcar com esses custos, essas empresas foram à Justiça e conseguiram liminares favoráveis a seus interesses. As liminares travaram as liquidações financeiras do mercado de curto prazo. O governo quer que as empresas que aceitarem os termos do acordo abram mão dessas liminares. Para Borges, a tendência é que o clima de disputa suma. A estatal é uma das que recorreram à Justiça. Mas para o fim da guerra judicial, é preciso que grandes hidrelétricas novas aceitem os termos do acordo com o governo, diz Borges. E a tendência é que isso ocorra, acrescenta ele, com grandes empreendimentos dos quais a Cemig é sócia, como as usinas de Santo Antônio, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará. "A MP 688 é adequada a esses projetos que foram pegos durante a construção pela restrição hidrológica." A seca atingiu principalmente as usinas no centro e no Sul do país, mas como o sistema elétrico funciona como um condomínio em que os custos do risco hidrológico são rateados, essas usinas novas, no Norte, também foram atingidas. (Valor Econômico – 27.11.2015) 

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