O orçamento do setor elétrico permanecerá no azul ao longo do ano de 2016, segundo a avaliação do diretor ¬geral da Aneel, Romeu Rufino. A previsão otimista foi indicada ao final da reunião da diretoria que se dedicou para definir os principais componentes de cálculo dos reajustes tarifários do ano que vem. "O que já acumulou de despesas até agora é fato, mas a partir de janeiro vai reverter o fluxo. Isso deve, inclusive, esvaziar os pedidos de revisão extraordinária por parte das distribuidoras", disse Rufino. A expectativa da Aneel deve ser confirmada com a apresentação do conjunto de despesas e receitas da CDE. O relator da proposta de orçamento é o diretor André Pepitone, que levará os números preliminares à audiência publica. Durante a reunião, a diretoria também manteve neutra a variação do custo de amortização dos empréstimos de R$ 21 bi tomados pelo setor com o "pool" de bancos para socorreram as distribuidoras do colapso financeiro. A atualização do encargo elevará as tarifas de 2016 em apenas 0,32%. O preço máximo da energia no MCP, que sofreu uma drástica redução (de R$ 822 para R$ 388/MWh), ficará em R$ 422/MWh. O valor teto sofreu uma alta de 8,77%. Este preço influencia nas tarifas quando as distribuidoras estão com déficit de contratação de energia. (Valor Econômico – 16.12.2015)
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