Artigo GESEL sobre impactos da deterioração dos indicadores socioeconômicos brasileiros sobre a distribuição
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Nivalde de Castro, coordenador do GESEL, Lorrane Câmara, Daniel Ferreira e Luiz Ozorio, pesquisadores do GESEL, falam sobre os impactos que as crises financeiras e sociais geram sobre o equilíbrio das contas das distribuidoras. Os pesquisadores afirmam que há uma “dimensão dos impactos da pandemia sobre as distribuidoras pouco conhecida: o aumento dos furtos de eletricidade, tecnicamente denominado por perdas não técnicas (PNT). Nota-se que as PNT agravam, ainda mais, o desequilíbrio financeiros das distribuidoras, pois parte da energia furtada é paga pelo caixa e outra parte é paga consumidores normais, impondo, assim, um vetor de aumento das tarifas, dependendo do nível de perdas e da dificuldade de combatê-las, como é o caso do Estado do Rio de Janeiro.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 29.10.2020)
MME acredita na conversão da MP 998 em lei este ano
O MME trabalha com a perspectiva de aprovação da MP 998 pelo Congresso Nacional ainda este ano. Por enquanto não há uma alternativa caso a matéria não passe pelo crivo do legislativo cujo prazo para análise é até fevereiro, por não contar nesse prazo o recesso do final de ano. No momento o MME está analisando as 205 emendas apresentadas ao texto original. De acordo com o secretário de Energia Elétrica do MME, Rodrigo Limp, essa confiança quanto a aprovação do texto decorre da interação com líderes no Congresso, que segundo suas palavras, demonstraram sensibilidade quando ao tema. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)
Crédito tributário pode reduzir em 4,2% tarifa do consumidor A4
A devolução de créditos tributários decorrentes da retirada do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins pode levar a uma redução média de 4,2% nas tarifas dos consumidores cativos do subgrupo A4 já em 2021, segundo estimativa da TR Soluções. O número foi apresentado pelo diretor de Regulação da empresa, Helder Sousa, durante painel no Energy Solutions Show. A TR calcula que a tarifa desses consumidores deve crescer em média 6,8% no ano que vem. Com a captura para a modicidade tarifária de uma primeira parcela do total estimado em R$ 51,2 bilhões, a variação seria da ordem de 11 pontos percentuais, considerando que o aumento se transformaria em redução tarifária. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)
Pepitone: Brasil contratará mais R$ 88 bi em geração e transmissão até 2022
O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, informou, em mensagem direcionada para investidores estrangeiros, que o Brasil contratará por meio de leilões mais R$ 88 bilhões em investimentos nas áreas de geração e transmissão de energia até o final do governo Jair Bolsonaro. Em evento virtual, promovido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Pepitone afirmou que o segmento de transmissão responde pelo montante de R$ 28 bilhões em investimentos previstos nos leilões com realização programa até o final de 2022. O evento foi organizado pelo governo brasileiro para apresentar ao público estrangeiro os detalhes do próximo leilão de transmissão, marcado para 17 de dezembro. O certame prevê o investimento de R$ 7,4 bilhões para a construção de mais 1.958 Km de redes alta tensão com a oferta de 11 lotes. (Valor Econômico – 28.10.2020)
Liquidação do MCSD movimenta R$ 7,3 mi em setembro
A CCEE concluiu a liquidação financeira dos termos de cessão dos contratos regulados decorrentes do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) de Energia Existente relativa a setembro. A operação envolveu R$ 7.373.748,72 e contou com 100% de adimplência. No total, 21 distribuidoras participaram da liquidação, sendo nove devedores e 12 credores. (Diário Oficial - 29.10.2020)
CCEE centraliza informações de gestão das contas setoriais
A CCEE centralizou informações de gestão das contas setoriais Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e Reserva Global de Reversão (RGR), que assumiu há três anos, e lançou, na última segunda-feira (26/10) uma nova funcionalidade em seu sistema que permitirá a gestão de pagamento de subsídios e reembolsos e recebimento das cotas distintas, de forma integrada. Para tornar a gestão centralizada, foi realizada a integração do sistema da CCEE com o Banco do Brasil, o que permitirá que todas as transações efetuadas sejam atualizadas automaticamente, possibilitando o acompanhamento pelos usuários. Mais informações podem ser obtidas aqui. (Diário Oficial - 29.10.2020)
Prejuízo da Cesp aumenta 645% no terceiro trimestre
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou prejuízo líquido de R$ 58,5 milhões entre julho e setembro deste ano, um aumento de 645% ante a perda de R$ 7,85 milhões observada em igual período de 2019. No trimestre, a receita operacional líquida atingiu R$ 470,52 milhões, 13,5% superior na comparação anual. Esse aumento na receita líquida foi compensado, em parte, pela elevação no custo de compra de energia, em R$ 49 milhões ante o terceiro trimestre de 2019 (+40%). Na estratégia de gestão do balanço energético, foram adquiridos entre julho e setembro 355 MW médios (+53% ante o comprado um ano antes), a um preço médio de R$ 213 por megawatt-hora (-8% no comparativo anual). (Valor Econômico – 28.10.2020)
Estudo aponta que Copel Telecom é lucrativa
Um estudo divulgado nesta quarta-feira (28) sobre a privatização da Copel Telecom aponta que a empresa, que fornece internet para todas as regiões do Paraná, é lucrativa, estratégica para o estado e deveria se manter pública. A análise do Dieese, do Fórum em Defesa da Copel Telecom e do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) diz que a empresa não é um entrave para o desenvolvimento da companhia, que tem mantido a capacidade de expansão. O leilão está marcado para 9 de novembro, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O lance mínimo será de R$ 1,4 bilhão. A empresa tem 36 mil km de cabos de fibra óptica que levam internet de alta velocidade. Em 2019, a Copel Telecom faturou R$ 570 milhões. (G1 – 28.10.2020)
Com aumento da demanda geração ganha novo fôlego
O ano de 2020 gerou menos energia e mais problemas para o setor elétrico brasileiro. Houve queda de consumo, aumento da inadimplência no mercado livre e das distribuidoras, além de atrasos nas importações de equipamentos para as usinas, o que poderá causar problemas em relação ao cumprimento legal de prazos estabelecidos nos contratos. A geração de energia elétrica no país, que chegou a cair mais de 10% em virtude das medidas de isolamento, ganhou fôlego, crescendo 4,9% na primeira quinzena de outubro em relação ao mesmo período do ano passado. “A perspectiva é de que continue subindo entre 3% e 4% até o fim do ano, comparados à carga do ano passado. Isso, com o isolamento cada vez menor e com a chegada do verão e do calor”, diz Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do ONS. “A retomada vem acontecendo desde julho, mais rapidamente que o previsto”, afirma Alexei Vivan, diretor presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE) e advogado especializado no setor. (Valor Econômico – 29.10.2020)
CCEE detecta inconsistência no PLD da quinta semana de outubro
A CCEE identificou uma inconsistência em dados de entrada no modelo computacional Decomp relativos ao cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) da quinta semana de outubro. A falha foi detectada no arquivo “DADGNL”, um dos parâmetros da formação de preços. O PLD não será republicado. Segundo a CCEE, a indicação do despacho antecipado por razão elétrica da termelétrica Santa Cruz, no Rio de Janeiro, foi considerado de forma equivocada. Essa operação é referente ao período entre 18:00 horas do dia 24/12 e 06:00 horas, para atendimento de critérios de segurança durante as festas de fim de ano. “A indicação seu deu devido à necessidade de atendimento a uma restrição elétrica interna ao submercado e, por não impactar na capacidade de intercâmbio entre submercados, não deveria ser representada na formação do PLD”, disse a CCEE em comunicado aos agentes. Para a próxima semana operativa, a primeira de novembro, esse despacho antecipado por razão elétrica não será considerado no cálculo do PLD. (Diário Oficial - 29.10.2020)
Níveis de reservatórios pelo Brasil
Os reservatórios das hidrelétricas nordestinas conectadas ao SIN chegam a essa quarta-feira, 28, com 57,1% de sua capacidade, após recuar 0,4% na última terça-feira, 27 de outubro, em relação ao dia anterior, segundo dados do ONS. A energia contida mostra 29.489 MW mês e a ENA segue em 46% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho trabalha a 60,89%. No SE/CO a vazão caiu 0,3% para 24,5%. A ENA armazenável está em 42% e a armazenada indica 49.929 MW mês. As UHEs Furnas e Serra da Mesa registram 28,61% e 27,38%. Na região Sul os níveis caíram 0,4% e o submercado opera a 25,4%. A energia armazenada afere 5.050 MW mês e admite 20% da MLT. As UHEs Passo Fundo e G.B Munhoz funcionam com 51,35% e 4,60%. Já no Norte do país o armazenamento hidroelétrico diminuiu 0,7% e os reservatórios trabalham com 31,7%. A ENA segue em 58% da MLT e a armazenada afere 4.783 MW. A usina de Tucuruí produz energia com 25,11% de seu volume. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)
Nova bateria coreana promete 80% da recarga em 20 minutos
Fornecedora de bateria para veículos elétricos desde 2010, a SK Innovation promete ainda mais inovação nos próximos meses. Durante a InterBattery 2020, a empresa anunciou novidades para tornar o componente ainda mais eficaz. Realizada na Coreia do Sul, na última semana, a feira abrange a produção e desenvolvimento de baterias recarregáveis. A ideia é colocar a teoria em prática até meados de 2021. A intenção é elevar a velocidade de carregamento. E, não menos importante, a autonomia de condução. O intuito é trabalhar com baterias que permitam carregamento de 80% da capacidade em 20 minutos. Ou seja, rodar 800 km com duas recargas de 10 minutos. A empresa afirma que já testou um veículo elétrico com autonomia de 1.000 km em condições reais. E garante que o feito foi um sucesso. A bateria de nova geração promete até 1.000 ciclos de carga. (O Estado de São Paulo - 29.10.2020)
Pacotes de estímulo apoiam combustíveis fósseis em vez de renováveis
O relatório da Wärtsilä - Alinhando Estímulo com Transformação de Energia - destaca que US $ 5 bilhões em estímulos no Reino Unido e nos EUA foram alocados para apoiar a energia de combustível fóssil em comparação com apenas US $ 158 milhões para geração de energia limpa. A análise da Wärtsilä identifica que o estímulo energético do Reino Unido, alavancado para destravar o investimento do setor privado para a transição energética, poderia permitir que o Reino Unido alcançasse um sistema de energia renovável de 60% até 2025. Isso cortaria as emissões de carbono do setor de energia em 58% em comparação aos níveis atuais e colocaria o Reino Unido no caminho para cumprir sua meta de emissões líquidas zero até 2050. Nos EUA, se todo o estímulo atual comprometido para apoiar os setores de combustível fóssil (US $ 72 bilhões) fosse alocado para o avanço da transição energética para sistemas de energia renováveis e flexíveis, mais de 100 GW de nova capacidade de energia renovável poderiam ser alcançados. Isso poderia resultar em mais de 500.000 novos empregos em energia renovável. (Renews - 28.10.2020)
Restrições na transmissão ainda impedem uso total de renováveis no Nordeste
O ONS está despachando térmicas fora da ordem de mérito e importando energia da Argentina e do Uruguai enquanto aguarda tanto a chegada das chuvas que permitam a recuperação do armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas como a conclusão de obras de transmissão que ainda impedem a transferência plena da produção de renováveis do Nordeste. O atraso em obras de transmissão que deveriam ter sido construídas pela espanhola Abengoa impede, em alguns momentos do dia, que o ONS utilize o máximo da geração eólica e solar no Nordeste. Isso porque o intercâmbio de energia entre subsistemas precisa atender a limites de segurança para não resultar em corte de cargas em outras regiões em caso de perturbações. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)
Flutuação de rotor de turbina eólica recebe declaração de viabilidade
A DNV GL, o maior recurso mundial de especialistas em energia independentes e organismo de certificação, concedeu à engenharia aerodinâmica uma declaração de viabilidade para seu conceito de turbina eólica flutuante de rotor duplo nezzy. Esta declaração, baseada nos serviços de qualificação de tecnologia da DNV GL, confirma que o flutuador foi projetado de acordo com os padrões de segurança, qualidade e desempenho de última geração. A declaração permite que a empresa entre no próximo nível de desenvolvimento de protótipo. O flutuador inovador é projetado como uma estrutura de concreto autocompensador fixada ao solo por um sistema de amarração de ponto único. As duas turbinas são montadas em uma estrutura de torre estaiada otimizada para levantamento e arrasto, em forma de lente e gerarão um total de 15 MW. (Energy Global - 29.10.2020)
Ministro anuncia investimentos de R$ 15,5 bilhões na área nuclear
O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou nesta quarta-feira, 28 de outubro, durante o XI Seminário Internacional de Energia Nuclear, a cifra de R$ 15,5 bilhões nos próximos anos para a retomada do setor, com a expectativa de ampliação de exportação de urânio/yellow cake para 1,5 tonelada/ano e projeções para geração de emprego e renda positivas para o País: o plano de aceleração, construção e operação de Angra 3 com previsão de geração de 9.300 empregos e a retomada de Caetité, gerando 1.800 empregos e em Santa Quitéria, somados implantação e operação, 4.500 novos empregos. (Agência CanalEnergia – 28.10.2020)
Inflação começa a mostrar pressões mais disseminadas
A alta mais disseminada dos preços no IPCA-15 de outubro acendeu um sinal de alerta e mostrou que o repasse das pressões de custos no atacado não está mais limitado somente à parte de alimentação. Ao mesmo tempo, o nível bastante pressionado das cotações agropecuárias indica que a inflação de alimentos vai continuar incomodando, e mesmo o setor de serviços, que teve o nível de atividade mais afetado pela pandemia e se recupera mais lentamente, já deu sinais incipientes de reaceleração. Em outubro, o IPCA-15 ficou em 0,94%, o maior para o mês desde 1995, com alimentação no domicílio atingindo 16,8% em 12 meses. Na segunda prévia de outubro, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 20,56% em 12 meses até setembro, com alta de 28,64% no atacado. (Valor Econômico – 28.10.2020)
Sachsida: Economia vai receber injeção de R$ 138 bi até dezembro
A economia deve ter uma injeção de cerca de R$ 138 bilhões de recursos até dezembro, disse o secretário de Política Econômica do ME, Adolfo Sachsida. Segundo ele, depois de comércio e indústria comandarem o bom desempenho do PIB no trimestre passado, agora é a vez de o setor de serviços liderar a recuperação da atividade. Com isso, acredita, este trimestre terá uma boa performance, consolidando a retomada e dando tração para o crescimento em 2021. Ele confirma a projeção de queda do PIB neste ano em 4,7% e destaca que o mercado e organismos internacionais, que estavam com números piores, agora convergem para o projetado pela SPE. (Valor Econômico – 28.10.2020)
Dólar ontem e hoje
O dólar comercial fechou o pregão do dia 28 sendo negociado a R$5,7599 com variação de +0,31% em relação ao início do dia. Hoje (29) começou sendo negociado a R$5,7845 com variação de +0,43% em relação ao fechamento do dia útil anterior sendo negociado às 9h57 o valor de R$5,7763 variando -0,14% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 28.10.2020 e 29.10.2020)
20 setores que transformarão a economia global no pós-pandemia
A pandemia de Covid-19 causou um ponto de disrupção econômica que está fazendo a sociedade encarar com outros olhos a maneira de produzir valor
Na última quarta-feira (20), o Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgou um levantamento sobre 20 mercados que são verdadeiras promessas no desenvolvimento de uma economia global sustentável. O estudo dividiu esses setores em conservação do planeta, capacitação e proteção de pessoas e avanço do conhecimento. A expectativa é que eles possam mudar a forma de consumo e a relação que temos com o meio ambiente e com os negócios, desde que sejam desenvolvidos por meio de uma agenda comprometida com inovação, tecnologia e transformação socioinstitucional.
Segundo a análise feita pelo FEM, a pandemia de Covid-19 causou um ponto de disrupção econômica que está fazendo a sociedade encarar com outros olhos a maneira de produzir valor. Essa nova visão sobre os mercados do amanhã foi feita com base em segmentos que têm potencial de suprir a nova demanda: o fornecimento de bens e serviços essenciais para enfrentar o futuro ambiental e digital.
O levantamento, identificou ainda sete condições para que os segmentos promissores possam florescer em um ecossistema completo: inovação (produto ou ativo relevante que pode ser produzido de forma sustentável e em escala); produção (iniciativas maduras para fornecer produtos e ativos confiáveis para o mercado); consumo (demanda suficiente para sustentar um mercado comercialmente viável); padronização (definição clara de padrões de mercado para que os produtos possam surgir e se tornar uma possibilidade entre os atores do ecossistema); valor (convergência e senso comum do valor social e mercadológico do novo produto ou ativo); codificação (estruturas legais claras para que o produto ou ativo existam e tornem o mercado economicamente e legalmente viável); e estrutura (verificar a necessidade de intervenções na infraestrutura do negócio para a concepção do produto ou ativo).
Além do apoio governamental e estímulo que facilitem tais mudanças e desenvolvimento mercadológico no âmbito fiscal e de crédito, o relatório do FEM pontua que se faz necessário o envolvimento de todos os agentes e estruturas da sociedade – indivíduos, organizações, ciências, tecnologias e regras de mercado e órgãos reguladores.
Veja, na galeria de imagens a seguir, os 20 mercados com potencial para transformar a economia global:
1. Veículos elétricos
Veículos movidos a eletricidade ou propulsão. A categoria de automóveis elétricos faz parte do grupo de transportes “zero emissão”, considerados não poluentes: não emitem gases nocivos e são mais silenciosos que as demais categorias.
2. Licença para emissão de gases
A iniciativa visa limitar a quantidade de gases do efeito estufa que são emitidos por determinada região ou companhia. A licença de emissão é uma permissão comercializável, em um mercado nacional ou internacional, que permite ao detentor emitir uma unidade fixa de poluentes, como o dióxido de carbono.
3. Hidrogênio
O hidrogênio é o elemento mais abundante no universo e responde por cerca de 90% dos átomos existentes. O elemento, que não é encontrado isoladamente na natureza, tem ganhado espaço no mercado como alternativa energética graças à sua capacidade de complementar energias geradas com fontes renováveis.
4. Reciclagem de plástico
O plástico transformou a indústria e tornou o consumo mais acessível a partir da segunda metade do século 20. Entretanto, o crescimento de sua aplicação e comercialização provocou impactos ambientais relacionados ao descarte do material, problema que representa uma oportunidade de reaplicação e reuso para um desenvolvimento mais sustentável. O mercado da reciclagem do plástico pode ser mecânico (o material é transformado em um novo produto), químico (o composto é transformado em óleos e matérias-primas para combustíveis) ou energético (quando a queima do plástico é aplicada na produção de energia).
5. Serviços de reflorestamento
Visto anteriormente como alternativa de conservação e preservação, o reflorestamento e seus serviços podem também ser uma alternativa comercial para as indústrias madeireiras, de celulose e resinas e outros produtos operarem de forma mais sustentável. O reflorestamento pode ser feito de forma homogênea, quando há o plantio de uma única espécie, ou heterogêneo, quando a técnica aplicada envolve diferentes exemplares de plantas e visa restituir uma área desmatada.
6. Monitoramento e qualidade da água
O mercado de qualidade da água é mais um segmento que visa diminuir o impacto ambiental, fazer a gestão dos recursos e oferecer um produto idealmente tratado para seus fins. O setor envolve o pré e o pós-tratamento da água para fins laboratoriais, industriais e domésticos.
7. Antivirais de amplo espectro
A pandemia de Covid-19 trouxe a preocupação com o que é invisível aos olhos: vírus, germes e bactérias. Como resultado da crise que enfrentamos, o mercado de antivirais têm proposto soluções de proteção bem recebidas pelo consumidor, que vão de medicamentos a produtos desinfetantes, passando por tecidos com tecnologia antiviral.
8. Cuidados
Como em muitos outros setores da economia, o segmento de cuidados sofreu com as consequências do isolamento social no início da pandemia, mas, por outro lado, saiu fortificado pela preocupação das pessoas e um olhar mais atento para si mesmas. O setor, que é uma das grandes promessas econômicas, envolve não só cuidados com a saúde, mas também com a higiene, beleza, condicionamento físico, psicológico, animais, casa, filhos e idosos.
9. Dados
No século 21, a grande moeda de troca é a informação, também traduzida em dados. Neste sentido, a principal tendência do mercado é a proteção de informações de usuários, consumidores e, consequentemente, de empresas que têm acesso a essas informações. No Brasil, o segmento ganha uma atenção a mais com a recente implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já vigente em alguns outros importantes territórios como a União Europeia.
10. Serviços financeiros digitais
Os serviços financeiros digitais são mais um subproduto do amplo uso da internet. A ideia é facilitar as transações e a vida do consumidor por meio de soluções que evitem processos demasiadamente burocráticos e até deslocamentos físicos para realizar operações ou resolver questões de cunho financeiro.
11. Edtechs e serviços de requalificação
Focadas em criar soluções que apliquem a tecnologia ao setor da educação, as edtechs representam uma maneira nova de transmitir conhecimento. Para além das salas de aula, essas empresas promovem novos produtos, plataformas online e experiências individualizadas, com vistas a aprimorar o sistema educacional. Frente à intensa concorrência no mercado de trabalho, requalificar nossas capacidades e aprender novas competências são iniciativas que aumentam as possibilidades de desenvolver um plano de carreira no ambiente empresarial em um mercado cada vez mais competitivo.
12. Serviços de transporte baseados em hiperloop
Hiperloop é o sistema que transporta passageiros e cargas em cápsulas dentro de tubos metálicos com ar de baixa pressão. Com turbinas e imãs para evitar o contato com os trilhos, o modelo permite alta velocidade, chegando até 1.200 km/h. Silencioso, autônomo, rápido e limpo, o projeto também tem o seu viés de sustentabilidade, visto que utiliza painéis solares para gerar mais energia do que necessita para a operação, tem uma estrutura de pouco contato com o solo e pretende driblar os possíveis planos ecológicos na construção dos tubos. Como uma combinação entre ferrovia e dutovia – transporte feito por tubos –, o novo sistema de locomoção é defendido como uma maneira segura, por meio da automatização que impede possíveis erros humanos, e com grande retorno financeiro.
13. Novos antibióticos
Segundo declarações da OMS em janeiro deste ano, a queda do investimento privado e a falta de inovação estão causando um baixo fluxo no desenvolvimento de agentes antibióticos. O diretor do órgão da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citou em um comunicado que “a ameaça de resistência antimicrobiana nunca foi tão imediata, e a necessidade de soluções, mais urgente”. Apesar das iniciativas já em andamento, há um pedido para que as indústrias farmacêuticas se envolvam e ajudem no financiamento de novos antibióticos, já que a participação de tais empresas está diminuindo, dando lugar a pequenas e médias empresas
14. Medicina de precisão e medicamentos órfãos
A aposta é que essa abordagem é o futuro da biomedicina, uma vez que trata de medicamentos mais específicos e tratamentos menos invasivos. Os chamados “medicamentos órfãos” são remédios direcionados a doenças consideradas raras – segundo o FDA, síndromes que atingem menos de 200 mil norte-americanos. Com uso de tecnologias avançadas, como engenharia genética e de tecidos, os medicamentos têm um alto grau de exatidão no tratamento das doenças. Dessa forma, a “orfanização de distúrbios comuns” aumenta o alcance da medicina de precisão, pois promove tratamentos mais específicos e menos desconfortáveis.
15. Capital de habilidades
O novo mercado de trabalho pós-pandemia moldará um novo cenário do meio corporativo. Para além do conhecimento técnico, exige-se a união entre habilidades, experiências e capacidades do profissional. As empresas mostram-se mais dispostas a investirem no desenvolvimento como forma de potencializar a organização e dar base a tomadas de decisões. A partir do momento em que o trabalhador tem uma habilidade comportamental desenvolvida, ele corre atrás do aprendizado técnico; caso contrário, o conhecimento fica retido.
16. Seguro desemprego
A instabilidade econômica mundial nos últimos anos potencializou o processo de substituição dos contratos permanentes para acordos temporários, como freelancers e prestadores de serviços. Segundo Paolo Gallo, conselheiro sênior do Fórum Econômico Mundial, a inconstância do emprego posiciona os cidadãos fora da rede de bem-estar social, como seguro-desemprego, plano de saúde, previdência social ou férias remuneradas. Para Saadia Zahidi, diretora do FME, “enquanto emergimos dessa crise, líderes terão uma oportunidade notável de criar novos empregos, apoiar salários dignos e reimaginar as redes de segurança social, a fim de atender os desafios nos mercados de trabalho do futuro”.
17. Inteligência artificial
Apesar do ar futurista, a inteligência artificial já é realidade. Com a pandemia do novo coronavírus, empregos e tarefas cada vez mais dependentes da tecnologia criaram necessidades de elaboração de políticas de regulamentação nos governos. A praticidade e avanços vistos no mundo corporativo durante o período fez empresas desejarem uma tecnologia promissora para potencializar o novo modelo de trabalho remoto e diversificar as vantagens competitivas. Mas para que a inteligência artificial tenha um impacto positivo, ela deve ser integrada a outras tecnologias.
18. Genes e sequências de DNA
A utilização da informação genética permite um avanço da qualidade de vida quantitativa e qualitativa, destacando os melhores diagnósticos e tratamentos. Para evitar mutações e potencializar resultados, o manuseio genético tem sido muito estudado no últimos anos. Apesar do conflito ético e tecnológico, o estudo visa a melhoria de vida do homem, ao mesmo tempo que promove economia para as sociedades, como o estudo e a seleção de espécies mais rentáveis e produtivas para a agricultura e a pecuária.
19. Serviços de satélite
Os satélites representam as ferramentas mais precisas para responder a perguntas fundamentais relacionadas ao clima, oceanos, atmosfera e planetas. Além do monitoramento de mudanças na superfície terrestre e detectação de desastres naturais, os serviços de satélites se tornaram pilares para meios de transporte, como GPS, fornecimento de sinal de televisão, internet, telefone e muitas outras coisas.
20. Voos espaciais
Após nove anos, em 2020 a Nasa retomou suas atividades espaciais com o lançamento de dois norte-americanos em órbita pela SpaceX, do bilionário Elon Musk. Como componentes essenciais para a exploração espacial, os voos para o espaço também apoiam atividades como lançamentos de satélites, turismo espacial, exploração de outros planetas e estudos climáticos (Forbes, 23/10/20)
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