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15/03/2022
Notícias do Setor

União Europeia aprova rodada de sanções à Rússia em setores de energia, aço e defesa

Medida atingirá as principais petrolíferas russas - Rosneft, Transneft e Gazprom

Reuters - 15/03/2022 às 07:09

União Europeia aprovou formalmente nesta terça-feira (15) uma nova rodada de sanções contra a Rússia por sua invasão da Ucrânia, que inclui proibições de investimentos no setor de energia russo, exportações de bens de luxo e importações de produtos siderúrgicos da Rússia.

As sanções, que entram em vigor após a publicação no jornal oficial da UE na terça-feira, também congelam os ativos de mais líderes empresariais que apoiam o Estado russo, incluindo o proprietário do clube de futebol Chelsea, Roman Abramovich.

A Comissão Europeia disse em comunicado na terça-feira que as sanções incluem “uma proibição abrangente de novos investimentos no setor de energia russo”.

A medida atingirá as principais petrolíferas russas — Rosneft, Transneft e Gazprom –, mas os membros da UE ainda poderão comprar petróleo e gás deles, disse uma fonte da UE à Reuters.

Também haverá uma proibição total de transações com algumas empresas estatais russas ligadas ao complexo militar-industrial do Kremlin, disse o executivo da UE.

O bloco chegou a um acordo preliminar sobre as novas sanções na segunda-feira (14), e nenhuma objeção foi levantada antes do prazo acordado.

Estima-se que a proibição das importações de aço da Rússia afete 3,3 bilhões de euros em produtos, disse a Comissão.

As empresas da UE também não poderão exportar bens de luxo com valor superior a 300 euros, incluindo joias. As exportações de carros que custem mais de 50 mil euros também serão proibidas, disseram fontes da UE.

Veja imagens de protestos contra a guerra na Ucrânia em todo o mundo

O pacote também proíbe as agências de classificação de crédito da UE de emitir classificações para a Rússia e empresas russas, que a Comissão diz restringir ainda mais seu acesso aos mercados financeiros europeus.

As últimas sanções seguem três rodadas de medidas punitivas que incluíram o congelamento de ativos do banco central russo e a exclusão do sistema bancário SWIFT de alguns bancos russos e bielorrussos.

A UE também concordou na terça-feira em retirar a Rússia de seu status comercial de “nação mais favorecida”, abrindo a porta para tarifas punitivas sobre produtos russos ou proibições definitivas de importação.

Leia Mais: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/uniao-europeia-aprova-rodada-de-sancoes-a-russia-em-setores-de-energia-aco-e-defesa/?utm_source=social&utm_medium=facebook-feed&utm_campaign=internacional-cnn-brasil&utm_content=link&fbclid=IwAR0t8dEF6YJB9oc0MPWVn_F8eEFY9W91siyel5GJ6ZEIbrlw53wvzY8Q3ho

 

Custo da energia seguirá alto, apesar da melhora hídrica

Valor Econômico - 15/03/2022

As chuvas volumosas neste início de ano causaram perdas humanas e desastres em algumas cidades do país. Mas, ao menos, melhoraram o nível dos reservatórios de água depois da pior crise hídrica dos últimos 91 anos ocorrida em 2021. Uma consequência natural seria a redução das tarifas de energia elétrica, que tanto pesaram – e ainda pesam – no bolso do brasileiro. Isso seria especialmente bem-vindo neste momento de escalada da inflação. Essa expectativa, porém, pode ser frustrada ao menos parcialmente em consequência dos erros do governo na administração da crise hídrica.

 

Saiba mais: https://www.canalenergia.com.br/clippings/53205097/custo-da-energia-seguira-alto-apesar-da-melhora-hidrica

 

Relatório Focus: projeção para a inflação sobe de 5,65% para 6,45% após reajuste da Petrobras

Pesquisa coletada semanalmente pelo BC aponta aumento na expectativa para o IPCA e a Selic em 2022, 2023 e 2024 

Por Equipe InfoMoney - 14 mar 2022 08h40-Atualizado 1 dia atrás

A mediana das estimativas para o IPCA, o índice de inflação oficial do Brasil, avançou pela nona semana consecutiva no Relatório Focus, de 5,65% para 6,45%. A forte alta de 0,8 ponto percentual ocorre após a Petrobras reajustar a gasolina em mais de 18% e o diesel em quase 25% na sexta-feira (11).

Com isso, a projeção do mercado para a inflação deste ano está cada vez mais fora da meta do Banco Central, que é de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual (ou seja: a meta será cumprida se o IPCA ficar entre 2% a 5%).

A pesquisa, coletada semanalmente pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, também aponta um aumento na expectativa para a Selic (taxa básica da economia brasileira), de 12,25% para 12,75%, e para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, de 0,42% para 0,49%.

Por fim, os economistas preveem um dólar mais barato em dezembro (queda de R$ 5,40 para R$ 5,30).

Expectativas do mercado para 2022:

IPCA: alta de 5,65% para 6,45% (9ª semana seguida de alta)

Selic: alta de 12,25% para 12,75%

PIB: alta de 0,42% para 0,49%

Câmbio: queda de R$ 5,40 para R$ 5,30

Piora para 2023 e 2024

O mercado também reajustou para cima também as suas projeções para a inflação e para a Selic de 2023 e 2024. A expectativa para o IPCA do próximo ano subiu de 3,51% para 3,70% e a do ano seguinte, de 3,10% para 3,15%. Já a da Selic subiu de 8,25% para 8,75% em 2023 e de 7,38% para 7,50% em 2024.

As instituições consultadas também reduziram a estimativa de alta do PIB de 2023, de 1,50% para 1,43%, e da cotação do dólar em 2023 e 2024 (de R$ 5,30 para R$ 5,21 e de R$ 5,30 para R$ 5,20, respectivamente.

Meta de inflação

O objetivo a ser perseguido pelo Banco Central é que a inflação fique em 3,5% neste ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual (ou seja: a meta será cumprida se o IPCA ficar entre 2% a 5%). Mas é cada vez mais improvável que isso ocorra.

Caso o BC não consiga cumpri-la, conforme estima o mercado, será o segundo ano consecutivo que isso ocorre (em 2021 o IPCA ficou em 10,06%, muito acima da meta). Para 2023, a meta do Banco Central é que a inflação fique em 3,25%.

Saiba Mais: https://www.infomoney.com.br/mercados/relatorio-focus-projecao-para-a-inflacao-sobe-de-565-para-645-apos-reajuste-da-petrobras/?utm_campaign=socialflow&utm_source=facebook&utm_medium=social&fbclid=IwAR33U628SEKmnAXAlZOBZDEn-3A8lkD46470dciweOkWEQZu2HRk0tI_tjQ

 

Brasil tem novo recorde de carga com 80.454 MW médios

Marca foi alcançada em 10 de março superando o recorde anterior em 15 MW médios, registrados em 25 de janeiro 

DA AGÊNCIA CANALENERGIA - 14 de março de 2022

O Brasil teve um novo recorde de carga média do Sistema Interligado Nacional na semana passada. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, volume foi de aproximadamente 80.454 MWmed no último dia 10 de março. O recorde anterior, no SIN, foi de 80.439 MWmed no dia 25 de janeiro deste ano.

O período também apontou a maior carga semanal nos submercados Sul e Sudeste/Centro-Oeste com um acréscimo de 1.918 MW médios em relação à semana anterior, sendo que o total ficou em 59.594 MW médios. De acordo com levantamento do ONS, na segunda semana do mês de março a maior carga tinha sido de 76.798 MW médios.

Esses índices, explicou o operador, acabaram sendo alcançados porque as regiões registraram temperaturas elevadas ao longo das últimas semanas, aumentando o uso de aparelhos de refrigeração pelo comércio e residências. Com destaque para o SE/CO, que registrou no dia 8 a marca de 47.628 MW médios.

Saiba mais: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53205059/brasil-tem-novo-recorde-de-carga-com-80-454-mw-medios

 

Setor defende plena competição na disputa por acesso à transmissão

MME trabalha na portaria com as diretrizes do leilão para contratação de margem de escoamento. Fila de renováveis se aproxima dos 200 GW

Sueli Montenegro, Da Agência CanalEnergia - 14 de março de 2022

O Ministério de Minas e Energia decidiu ouvir informalmente representantes de consultorias e de associações do setor elétrico sobre a contratação em leilão da margem de escoamento para acesso de geradores à rede de transmissão. E recebeu a recomendação de que será necessária a definição de critérios claros que garantam a plena competição e o acesso isonômico dos agentes, selecionando os que de fato pretendem tirar o projeto do papel.

O processo competitivo está previsto no Decreto nº 10.893/2021, de dezembro do ano passado. Embora o contratação não seja obrigatória, o MME está trabalhando na portaria com as diretrizes do primeiro certame do tipo, que ainda passará por processo de consulta pública.

O decreto acabou provocando uma corrida às outorgas de empreendimentos fotovoltaicos e eólicos, ao estabelecer uma regra temporária e excepcional excluindo a exigência de apresentação da informação de acesso para essas usinas até 2 de março desse ano. A Aneel contabiliza cerca de 3 mil processos. Os requerimentos de outorga somam perto de 200 GW de potência instalada.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Paulo César Domingues, disse durante webinário na ultima sexta-feira, 11 de março, que o Plano Decenal de Energia 2031, que será publicado ainda esse mês, prevê 41 GW de geração centralizada na próxima década. Em tese, completou Domingues, já existe uma oferta de projetos no setor elétrico capaz de atender cinco décadas.

“Se por um lado isso mostra a confiança do investidor no Brasil e no setor elétrico, temos que ter em mente que o planejamento não pode expandir o sistema para acomodar toda essa oferta”, disse, lembrando que o sistema de transmissão não pode ter uma expansão ilimitada. “É uma sistema caro e o consumidor não pode pagar por uma capacidade de transporte de energia que exceda as necessidades do país. Daí a importância do decreto, que permitirá uma competição pela expansão da capacidade futura de transporte de energia, tendo em vista esse grande número de projetos existentes.”

Martha Rosa Carvalho, consultora da PSR, lembrou que a conexão é um recurso escasso não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, e não há uma fórmula mágica para tratar a questão. A experiência dos mercados internacionais, segundo a especialista, mostra que é preciso mecanismos que tragam eficiência ao processo e maximizem o uso da rede. E que a fila de conexão seja adequada considerando diversos atributos, tanto para o sistema quanto para a politica energética.

Vários critérios podem ser utilizados para ordenar a fila de projetos de geração, o que inclui o leilão de margem de escoamento. As duas propostas da PSR consideram tanto o esquema de fila por ordenamento quando por leilão. O aporte de garantias financeiras, com um processo de execução dinâmico, pode se somar, incentivando a efetivação da conexão.

Joao Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, destacou que há uma solução conjuntural para o descasamento entre a oferta de empreendimentos de geração e a infraestrutura da rede, que é o leilão de margem de escoamento, e a estrutural, que é a expansão da transmissão. “É necessário organizar o processo. Não tenho como dar acesso amplo e ilimitado a todos, senão eu teria um custo excessivo.”

O executivo disse que é contra a fila ordenada, afirmando que esse é um processo que já deu errado no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, com várias ações de geradores na justiça.

Mello sugeriu que sejam reconhecidos atributos como critérios locacionais de capacidade de escoamento, mínimo custo global para a instalação da infraestrutura de conexão, parâmetros operacionais para a seleção dos projetos mais eficientes e com maior contribuição para a segurança sistêmica e regras de desempate que levem em consideração benefícios ambientais. Outra possibilidade a ser explorada seria a divisão da conexão entre empreendimentos, estabelecida por acordo entre os próprios geradores, que ele chamou de “hub de renováveis”.

Élbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, afirmou que a diferença entre oferta de geração e disponibilidade de transmissão sempre existiu, mas o problema foi potencializado pela “corrida de ouro” de empreendedores solar e eólicos pelos descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (Tust) e de distribuição (Tusd), que serão reduzidos gradualmente nos próximos anos até serem completamente eliminados.

“É interessante fazer uma limpeza nessa base, e a gente tem conversado muito isso com a Aneel. A gente tem muito projeto de papel”, disse a executiva, lembrando que essa ação resolve o problema conjuntural, mas ainda tem uma situação estrutural para ser tratada.

A solução pode não vir necessariamente de um leilão de margem. Pode ser um processo de ordenamento dos pedidos. “Se você for para um leilão de margem, será que só vender aquela margem seria um critério eficiente? Tudo indica que não. Se você tem um projeto, precisa levar em consideração o requisito ambiental, o requisito técnico, o requisito elétrico da conexão.”

“É uma fila que se formou que precisa de um tratamento adequado. Precisamos definir regras de como ordenar”, reforçou Carlos Dornellas, representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Para o executivo, será necessário estabelecer prioridades para o acesso ao sistema de transmissão e ao mesmo tempo modernizar o planejam da expansão da transmissão, porque o crescimento das fontes renováveis é um fato inevitável.

O executivo destacou que o decreto deixa claro que o MME pode organizar leilão, mas há caminhos mais simples. Assim como acontece no processo de outorga, o aporte de garantia financeira para obtenção de acesso às instalações de transmissão pode contribuir para o aprimoramento do modelo atual, adicionando sinais relevantes, ponderou.

A Absolar recomenda um processo concorrencial equilibrado e sugere que os agentes que tem contrato ou vierem a assinar contratos para conexão e uso da transmissão sejam dispensados da disputa. A contratação de margem não poderá interferir na política de operação do Sistema Interligado e deve evitar impactos sobre o preço da energia elétrica.

Guilherme Velho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia, defendeu a manutenção do critério de ordenamento em fila. Em relação ao processo competitivo de contratação, a proposta da Apine é de que o leilão tenha como critério o maior aporte de garantia de fiel cumprimento.

Os projetos disputarão o acesso ao SIN por meio de ofertas crescentes do valor da garantia. Os vencedores ganharão esse direito, considerando possíveis restrições de operação que venham a ser estabelecidas no Parecer de Acesso. Na opinião do executivo, isso vai atrair apenas agentes com projetos com melhores atributos, dando maior segurança em relação à implantação dos empreendimentos. Para o processo funcionar, as garantias ofertadas devem ser solidas e executáveis em um prazo predefinido pela Aneel.

O representante da associação sugeriu também que além da rede existente e sua expansão contratada, deve ser avaliada a possibilidade de uma expansão adicional viável no horizonte considerado, para permitir, dentro de determinados limites, o acesso de mais empreendimentos de geração que demonstrem segurança de implantação, por meio de suas ofertas no leilão. “O que puder acrescentar ali é bem vindo.”

Geraldo Pontelo, representante da Associação Brasileira de Empresas de Transmissão de Energia Elétrica, alertou para a importância de uma discussão mais ampla com a sociedade, para que não se volte a soluções anteriores que não deram certo. Ele citou como exemplo a expansão do sistema com a implantação de instalações de uso compartilhado, conhecidas como ICGs.

Pontelo vê oportunidades no processo de leilões de contratação de margem, como a possibilidade de novos geradores agregarem atributos para a rede, como geração de reativo para controle de tensão. Ele também ponderou que as obras de reforços em instalações existentes em função da margem deverão ter suas autorizações priorizadas pela Aneel. A portaria com as diretrizes do leilão poderia estabelecer prazos de referência para a agência emitir novas autorizações e para “zerar o passivo” de obras de reforços e melhorias que ainda estão com autorização pendente.

Saiba mais: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53205045/setor-defende-plena-competicao-na-disputa-por-acesso-a-transmissao

 

TAESA revisa capex de 2022

As projeções atualizadas dos investimentos são de R$ 155 milhões a R$ 175 milhões para o ano de 2022

Da Agência CanalEnergia - 2 de março de 2022

A Taesa revisou as suas projeções de capex nominal dos empreendimentos em construção 100% controlados pela companhia. As projeções anteriores divulgadas eram de R$ 570 milhões a R$ 630 milhões para 2021, contudo,  a empresa informou que o valor realizado no ano passado ficou em R$ 430,5 milhões, redução de 24,5% em relação à projeção mínima divulgada para o período.

Assim, para 2022 a transmissora revisou suas projeções que ficaram de R$ 155 milhões a R$ 175 milhões em 2022 e de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões para 2023. Essa variação, de acordo com comunicado enviado pela empresa, é explicada basicamente, por Janaúba com economia de capex; e Sant’Ana, com a readequação do cronograma de obra em função da permanência dos efeitos da pandemia na região que levaram à queda no desempenho de alguns prestadores de serviços.

Considerando que os empreendimentos de Miracema, Mariana e Janaúba foram concluídos, restando apenas o empreendimento de Sant’Ana em construção, a controlada pela Cemig descontinuou a projeção do incremento da Receita Anual Permitida (RAP).

As projeções serão alteradas e estarão disponíveis no site da CVM  e no site da Companhia , dentro do prazo legal.

Saiba mais: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53203868/taesa-revisa-capex-de-2022

 

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